Marte

Ao contrário de Vénus, o planeta Marte, também conhecido por “planeta vermelho” devido à cor que apresenta (figura 1.22)  irá um dia ser alcançado e mesmo habitado pelo homem. É um pouco mais frio do que a Terra (a sua temperatura varia de – de 120º a 25º, conforme o sítio e a época do ano, ao passo que a temperatura da Terra varia entre –40º e 45º). Pensa-se que a ligeira atmosfera de Marte será um dia ser transformada de modo a ficar igual ou parecida com a da Terra  e que  se poderão criar lençóis de água na superfície (esta operação é chamada  “terraformação” de Marte). Existe, de facto,  água em Marte, embora não na forma líquida à superfície (a água líquida só foi vista até agora  à superfície da Terra). Conhecemos  a superfície de Marte porque várias sondas não tripuladas  lá pousaram,  enviando dados para a Terra (figura 1.22). Não foi encontrada nenhuma forma de vida em Marte.

Uma viagem tripulada  a Marte, que se deverá realizar cerca do ano 2020, demorará cerca de dois anos, usando  a tecnologia das actuais naves espaciais. A  volta demorará, obviamente,   outros dois anos. Porque havemos de ir a Marte? Em primeiro lugar pela curiosidade e aventura que sempre presidiram aos maiores empreendimentos humanos... Depois, por necessidades de ordem prática, uma vez que o nosso planeta deve, dentro de alguns séculos, estar menos habitável do que hoje, devido à poluição, ao esgotamento de recursos naturais e à sobrepopulação.

Marte tem, como a Terra, a Lua, e todos os outros planetas, movimentos de rotação e de translação. O dia de Marte  tem aproximadamente a mesma duração que o da Terra, mas o ano marciano é quatro vezes maior. Portanto,  as estações do ano em Marte demoram quatro vezes mais que na Terra (também há estações em Marte, com climas diferentes, pois o eixo de Marte está inclinado como o da Terra). Ao contrário de Mercúrio e Vénus, Marte tem dois satélites naturais, embora muito mais pequenos do que a nossa Lua.

Figura 1.22 - Imagem da superfície de  Marte tirada em 1998 pela   sonda “Pathfinder”. Perto da rocha maior vê-se uma pequeno carro robô, que é comandado da Terra por ondas de rádio.