Visão Geral do Sistema Solar


Introdução

O sistema solar é formado pelo Sol, nove planetas - Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão-, sessenta e um satélites, um grande número de pequenos corpos (cometas e asteróides) e o meio interplanetário.

O diagrama acima mostra os tamanhos relativos das órbitas dos nove planetas (as órbitas dos primeiros três planetas não são identificadas por seus nomes). As órbitas dos planetas são elípticas, com o Sol em um dos focos. Com exceção de Mercúrio e Plutão, todos os demais planetas têm órbitas aproximadamente circulares. As órbitas de todos os planetas encontram-se mais ou menos no mesmo plano (chamado de eclíptica e definida pelo plano da órbita da Terra). A eclíptica tem uma inclinação de apenas 7 graus em relação ao plano do equador do Sol. A órbita de Plutão é a que apresenta maior desvio em relação ao plano da eclíptica, com uma inclinação de apenas 17 graus. Todos eles se movem na mesma direção (em sentido anti-horário, olhando-se de cima do polo norte do Sol). Excetuando-se Vênus e Urano, todos os demais planetas giram nesse mesmo sentido.

(Para uma visão interativa da posição real dos planetas, veja Sistema Solar ao Vivo, Planetário Interativo da Web.)

A composição acima mostra os nove planetas com seus tamanhos relativos aproximadamente corretos (para mais informações, consulte o Apêndice 2).

Uma maneira de se visualizar os tamanhos relativos no sistema solar é imaginar um modelo construído na escala de 1:1.000.000.000. Assim, a Terra teria um diâmetro de cerca de 1,3 cm (o tamanho de uma uva). A órbita da Lua estaria a cerca de 30 cm de distância. O Sol teria 1,5 m de diâmetro (aprox. a altura de um homem pequeno) e estaria a 150 quarteirões da Terra. Júpiter teria 15 cm de diâmetro (o tamanho de uma grande laranja) e estaria a uma distância de 5 quarteirões do Sol. Saturno (do tamanho de uma laranja) estaria a 10 quarteirões; Urano e Netuno (limões), a 20 e 30 quarteirões de distância. O homem, nessa escala, seria do tamanho de um átomo.

Não aparecem nas ilustrações acima os numerosos corpos menores que habitam o sistema solar: os satélites dos planetas, o grande número de asteróides (pequenos corpos rochosos) que giram ao redor do Sol, principalmente entre Marte e Júpiter, mas também em outros quadrantes do sistema solar, e os cometas (pequenos corpos congelados), que surgem dos pontos mais longínquos do sistema solar e para lá retornam, em órbitas extremamente alongadas e orientações aleatórias em relação à eclíptica. Com algumas exceções, os satélites planetários orbitam de modo semelhante aos planetas e aproximadamente no plano da eclíptica, o que em geral não acontece com os cometas e asteróides.

Classificação

A classificação desses objetos é questão pouco controvertida. Tradicionalmente, o sistema solar é dividido em planetas (grandes corpos que giram em órbita do Sol), seus satélites (luas, objetos de diversos tamanhos que giram ao redor dos planetas), asteróides (pequenos objetos densos que se movem ao redor do Sol) e os cometas (pequenos objetos congelados de órbitas extremamente excêntricas). Infelizmente, verificou-se que o sistema solar é mais complexo do que sugere esta simples classificação: Outras classificações, baseadas na composição química e/ou nos pontos de origem, podem ser propostas. Embora visem a uma maior validade física, em geral terminam apresentando um grande número de classes ou de exceções. A questão principal é que muitos desses corpos têm características próprias. Nosso atual conhecimento não é suficiente para estabelecer categorias bem definidas. Nas páginas seguintes, usaremos as categorizações convencionais.

Os nove corpos convencionalmente denominados planetas são ainda classificados de vários modos:

Fotos

Obs.: a maioria das fotos de nossa viagem pelo sistema solar não mostram as verdadeiras cores dos corpos celestes. Quase todas foram criadas pela combinação de várias imagens em preto e branco tiradas através de diferentes filtros de cores. Embora as cores possam parecer "verdadeiras", é possível que não sejam exatamente o que você veria na realidade.

Visão Geral

As Grandes Questões

As respostas a essas perguntas, mesmo parciais, seriam de enorme valor. As respostas às questões menores, nas páginas a seguir, poderão ajudar a responder algumas dessas grandes questões.

Para onde ir a seguir

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Bill Arnett; última revisão: 26 de junho de 1995.
Hipácio Gomes Marra; última revisão da tradução para o português: 21 de abril de 1996