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Sol - Resumo

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O Sol é uma gigantesca bola brilhante de gás ionizado, com cerca de 5 mil milhões de anos de idade e, à distância de aproximadamente 150 milhões de quilómetros, é a estrela mais próxima da Terra. A segunda estrela mais próxima de nós (Proxima Centauri) encontra-se 268 mil vezes mais longe.

Existem provavelmente milhões de estrelas semelhantes ao Sol na Via Láctea (a galáxia onde nos encontramos) e ainda mais galáxias no Universo, mas esta é a estrela mais importante para nós pois permite a existência de vida na Terra. A sua luz possibilita a fotossíntese das plantas e, por isso, é a fonte primordial de todos os alimentos e combustíveis fósseis.

A energia solar é também responsável pelas estações do ano, o clima, as correntes oceânicas, a circulação do ar e a meteorologia.

A massa do Sol é de 1.99 x 1030 Kg, 333 400 vezes a da Terra, e contém 99,86% de toda a massa do Sistema Solar. O seu diâmetro, de 1 400 000 km, corresponde a 109 vezes o da Terra.

O Sol

A atracção gravítica que o formou provoca, no seu núcleo, uma pressão elevada (milhares de milhões de vezes a pressão atmosférica terrestre) e uma temperatura de 16 milhões de graus, o que lhe permite manter a reacção de fusão núclear que, por sua vez, liberta energia suficiente para impedir o colapso gravitacional do Sol e manter a sua forma gasosa. A energia libertada é de 383 triliões (x 1021) de quilowatts por segundo, o que corresponde à explosão de 100 mil milhões de toneladas de TNT a cada segundo.

Fusão Nuclear

Para além do núcleo, onde se produz a energia, o interior solar tem duas camadas distintas: uma zona radiativa, onde a energia se transmite por radiação (não confundir com radioactiva), e uma convectiva, onde porções de gás mais quente se aproximam da superfície à semelhança de água a ferver. Nestas regiões a temperatura desce desde os 8 milhões de graus junto ao núcleo até aos 7 000 graus junto à superfície. Cada fotão (aqui interpretado como "partícula" de energia) demora cerca de 10 milhões de anos a atingir a superfície.

A "superfície" do Sol, a que se chama fotosfera, é a camada visível com cerca de 500 km de espessura a partir da qual a radiação solar se escapa para o espaço. Esta camada apresenta, por vezes, algumas manchas escuras, as manchas solares.

Manchas Solares

Acima da fotosfera encontra-se a cromosfera, uma faixa avermelhada que pode ser vista durante os eclipses totais, composta por hidrogénio à temperatura de 50 mil graus mas 100 mil vezes menos densa que a fotosfera. Acima desta está a coroa, onde a temperatura atinge o milhão de graus, que se extende para fora do Sol sob a forma de vento solar. A coroa só é observável durante um eclipse total, ou com um aparelho que simule os eclipses (coronógrafo).

Coroa Solar

O vento solar é uma torrente de partículas subatómicas com carga eléctrica, que banha todos os corpos do Sistema Solar. Perto do máximo de actividade, algumas destas partículas são conduzidas pelo campo magnético da Terra até aos pólos provocando as auroras (boreais ou austrais). Este vento é também responsável pelas caudas dos cometas.

Aurora Boreal

Tal como a Terra, o Sol gira sobre o seu eixo, mas como é feito de gás em vez de rochas não gira como uma esfera: o equador gira mais depressa (24 dias) do que os pólos (30 dias). Esta "rotação diferencial", juntamente com um forte campo magnético, provoca o aparecimento das manchas e erupções na fotosfera, que parecem seguir um ciclo de 11 anos. As erupções mais violentas libertam a energia de milhões de bombas nucleares e podem interferir com as emissões de televisão.

Erupção Solar


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