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Terra - Resumo

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A Terra é, em muitos aspectos, a unidade de medida dos astrónomos. À distância média entre a Terra e o Sol, 150 000 000 km, chama-se unidade astronómica (UA). De carro demoraríamos mais de 140 anos a percorrer esta distância, que a luz percorre em 8 minutos.

A Terra é o terceiro planeta a contar do Sol e o quinto maior do Sistema Solar, sendo o seu diâmetro superior ao de Vénus apenas por algumas centenas de quilómetros.

Terra

O nosso planeta gira sobre o seu eixo em pouco menos de 24 horas e na sua órbita em torno do Sol, que demora 365.25 dias a percorrer, faz-nos viajar pelo espaço a mais de 100.000 km/h! O nascer e pôr diários do Sol, bem como a sequência das estações, resultam destes dois movimentos, contribuindo também para as estações o facto de o eixo de rotação da Terra estar inclinado 23º em relação ao eixo de revolução (órbita).

Rotação

A envolver o planeta encontra-se uma fina camada de gases, a atmosfera, constituída por 78% de azoto, 21% de oxigénio e 1% de outros elementos. Esta camada protege-nos da maioria das radiações nocivas provenientes do Sol (ou de outras fontes de radiação mais longinquas e poderosas) e dos meteoros, impedindo que a grande maioria destes atinja o solo e proporcionando o espectáculo a que chamamos "estrelas cadentes". Verificou-se recentemente que, devido à actividade solar, a atmosfera dilata durante o dia para contrair durante a noite

A atmosfera terrestre

As partículas carregadas que constituem o vento solar são responsáveis por outro fenómeno nas camadas superiores da atmosfera. Quando estas partículas encontram o campo magnético terrestre são dirigidas por este na direcção dos pólos magnéticos, penetrando então na atmosfera. Aí colidem com as moléculas do ar, fazendo-as brilhar e provocando assim as auroras (boreais ou austrais).

Uma aurora vista de cima!

A superfície está em constante renovação devido à actividade geológica do planeta (tectónica de placas, vulcanismo, erosão...). Os continentes movem-se a velocidades semelhantes à do crescimento das nossas unhas, podendo por vezes acontecer alguns movimentos mais bruscos, muitas vezes com consequências desastrosas para os habitantes dessas regiões. Um pouco por todo o planeta existem continentes a colidir (proporcionando assim, por exemplo, a formação de cadeias montanhosas como os Himalaias), a "raspar" uns nos outros (um bom exemplo será a falha de Sto. André, na Califórnia), a submergir para o manto (próximo do arquipélago do Japão esiste uma destas zonas de subducção). Estes movimentos têm origem em grandes cordilheiras, os "rifts", onde a actividade vulcânica traz para a superfície material proveniente do manto terrestre, empurrando assim a crosta para os lados. A que se encontra mais próximo de nós é a Cordilheira Central do Atlântico, onde se encontram os Açores.

Cerca de 70% da superfície encontra-se coberta por água, sendo a Terra o único planeta do Sistema Solar cuja gama de temperaturas à superfície permite a existência de água nos três estados físicos.

O rápido movimento de rotação provoca correntes no material fundido que constitui o núcleo do planeta, muito rico em níquel e ferro, sendo estas correntes responsáveis pela existência do campo magnético.

É também o planeta mais próximo do Sol com uma Lua. Esta tem ¼ do diâmetro da Terra e orbita-a a uma distância média de 380 000 km (de carro são 130 dias de viagem). No seu movimento em torno da Terra, que demora 27,5 dias, a Lua apresenta várias fases e pode provocar eclipses do Sol (vídeo de António Cidadão) ou ser encoberta pela sombra da Terra - eclipse lunar (vídeo de António Cidadão). Pode também provocar a ocultação de outros corpos celestes.

O nosso satélite,
fotografado por António Cidadão


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