Descrição do projecto Mocho @ Banda Larga
 

 

PROJECTO

@BANDA.LARGA

 

 

Portal Português de Ciência e Cultura Científica

www.mocho.pt

 

Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

Com o apoio do Museu Nacional da Ciência e da Técnica, da Sociedade Portuguesa de Física, Sociedade Portuguesa de Matemática e Sociedade Portuguesa de Química


 

ENQUADRAMENTO ESTRATÉGICO

É consensual que urge aumentar e melhorar a produção e disseminação de aplicações e conteúdos digitais em português, com particular ênfase no âmbito da educação e da divulgação científicas. Para tentar superar esta situação e no seguimento da nossa actividade do portal MOCHO (http://www.mocho.pt ), propomo-nos reunir-se nesse endereço todo um conjunto de recursos que, potenciando as modernas possibilidades da sociedade digital (nomeadamente a banda larga), possam contribuir de modo eficaz para uma maior divulgação da ciência e da cultura científica no nosso país. O projecto intuitula-se significativamente MOCHO@BANDA.LARGA .

 

 Pretendemos continuar e alargar o trabalho que já desenvolvemos a pensar nos jovens portugueses e em todos os cidadãos minimamente interessados pela ciência e suas aplicações, uma vez que as escolas e lares portugueses estão cada vez mais e cada vez melhor ligadas à Internet. O projecto MOCHO@BANDA.LARGA irá  claramente ao encontro dos objectivos manifestados no 2º pilar (eixos 1 e 3) do Plano de Acção para a Sociedade de Informação aprovado pelo Governo Português, nomeadamente: facilitar o acesso a recursos e serviços de educação e formação, melhorar a relação entre o sistema educativo e a sociedade (nomeadamente favorecendo interacções com os pais e encarregados de educação), adestrar professores na utilização das tecnologias da informação nos seus processos de ensino, e disponibilizar uma plataforma de “e-learning” que possa apoiar professores de ciências.

 

O portal MOCHO constitui já hoje um serviço notável para alunos, professores, pais e demais cidadãos interessados pelas ciências. Contudo, tem deparado com algumas dificuldades de expansão devido a limitações da largura de banda disponível, que não permite disponibilizar conteúdos que necessitem de grandes quantidades de informação (como vídeos ou documentos digitalizados de grande dimensão) ou ainda aplicações “pesadas”. Com o aumento exponencial dos utilizadores de banda larga, que é esperado na sequência da iniciativa em que se enquadra a presente proposta, cria-se a evidente necessidade de crescimento e optimização do portal, melhorando a estrutura de navegação e o acesso aos actuais conteúdos, para além de produzir novos conteúdos capazes de responder de uma forma eficaz às expectativas de quem passa a aceder à rede com maior largura de banda (pretendemos um acréscimo substancial de documentos áudio e vídeo) e de estimular a utilização das tecnologias da informação mais recentes e interessantes.

 

Os apoiantes e parceiros da presente proposta constituem uma essencial mais valia desta: desenvolveremos a colaboração já existente com as sociedades científicas ligadas às ciências básicas (Sociedade Portuguesa de Matemática, Sociedade Portuguesa de Física e Sociedade Portuguesa de Química) e abriremos uma colaboração, que se espera profícua, com o Museu Nacional da Ciência e da Técnica Doutor Mário Silva. Todas estas colaborações têm, entre outras, a intenção de contribuir para agregar conteúdos que sejam úteis aos cidadãos e disponibilizá-los online, objectivos indicados no 7ª pilar do Plano de Acção para a Sociedade de Informação.

 

A cada vez melhor cobertura do nosso país com banda larga permitirá enfrentar claros desequilíbrios regionais que são também bem nítidos no domínio do ensino e da aprendizagem das ciências. Com efeito, só para dar um exemplo, a cartografia revelada pelos sucessivos exames nacionais do 12ª ano indica uma profunda assimetria entre o litoral e o interior, que urge minorar.

 

Por último, procuraremos também fomentar a formação de especialistas no desenvolvimento e produção de conteúdos e aplicações em banda larga, encorajando a troca de saberes que resulta da criação de equipas multidisciplinares de trabalho.

 

 


MEMÓRIA DESCRITIVA

 

 

Antecedentes:

 

O MOCHO é um portal português de ciência e cultura científica, destinado a todo o público interessado pelas ciências, mas, muito em particular, alunos, professores e encarregados de educação. O portal surgiu em 2002 sob a égide do Centro de Física Computacional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, tendo-se baseado numa valiosa experiência adquirida anteriormente na produção e difusão de software educativo efectuadas pela “Softciências”, Acção Comum das Sociedades Portuguesas de Física, Química e Matemática. O MOCHO tem sido apoiado, embora em escala reduzida, pelos Ministérios da Ciência e Ensino Superior (programa “Ciência Viva”) e pelo Ministério da Educação (programa “Nónio”). O MOCHO conta até hoje – portanto, em pouco mais de um ano - com mais de 220 000 acessos de Portugal e de países de língua portuguesa (nomeadamente o Brasil), um facto que os promotores consideram muito gratificante.

 

O portal apresenta numerosos e diversos recursos digitais para o ensino das ciências, caracterizando-se pela abundância de materiais próprios que têm vindo a ser produzidos por um conjunto de diversos especialistas desde 1988 (ver mais pormenores no anexo 1 Experiência Relevante) e pela importância dada à avaliação. Foi conferida maior ênfase às chamadas ciências básicas – a Matemática, a Física e a Química – que, para além de servirem de matriz a todas as outras ciências e tecnologias, mostram em Portugal carências graves a nível do ensino e aprendizagem. Sintomas recentes, que são muito preocupantes e que pedem um investimento urgente por parte dos responsáveis políticos e dos parceiros educativos, são as continuadas médias nacionais negativas a Matemática e a Física e o decréscimo de alunos que procuram cursos do ensino superior que exigem essas disciplinas. Um portal que contenha informação validada científica e pedagogicamente é, decerto, um contributo importante no esforço nacional que é necessário empreender para colmatar o défice e o desinteresse pelas ciências. Mas o portal contempla também outras áreas como a Biologia, a Antropologia, etc. Por outro lado, é necessário “alimentar” a curiosidade do enorme sector do público que se interessa pela temática da ciência e tecnologia.

 

 

Objectivos

 

São objectivos do projecto MOCHO@BANDA.LARGA:

1. Estruturar melhor o portal MOCHO, aperfeiçoando o acesso aos actuais conteúdos, e produzir novos conteúdos capazes de constituir uma vasta oferta em banda larga com qualidade científica, pedagógica, técnica e estética, no domínio do ensino das ciências e da cultura científica.

2. Fornecer um conjunto de materiais científico-pedagógicos, sempre que possível inovadores, que possam ajudar as várias pessoas envolvidas directa ou indirectamente na educação - alunos, professores e encarregados de educação - de modo a:

2.1  Auxiliar os alunos, principalmente os do ensino básico e secundário, promovendo a melhoria do seu desempenho na aprendizagem das ciências no ensino básico e secundário e sensibilizando-os para as questões da ciência e tecnologia, incluindo apoio na escolha de uma carreira científico-técnica. Para isso apresenta-se um leque de conteúdos disciplinares e interdisciplinares de uma forma interactiva e cativante, bem como situações de avaliação, que fomentem formas de auto-aprendizagem e de aprendizagem colaborativa.

2.2  Auxiliar os professores, desenvolvendo conteúdos que se liguem aos currículos escolares de ciências. Pretende-se recolher contributos dos próprios professores que correspondam a exemplos de boas práticas. Em particular, será oferecido um sistema de e-learning que possa contribuirt para a melhor formação de professores em Portugal. Assim, uma parte do portal MOCHO será na prática um centro de recursos para formação contínua e à distância para professores de ciências.

2.3  Auxiliar os pais e outros encarregados de educação na tarefa de acompanhar melhor os seus educandos a fim de obter uma maior compreensão das ciências, incluindo tanto os seus factos como as suas metodologias. Espera-se que estes materiais sirvam para dar a conhecer aos educadores os currículos de ciências do ensino básico e, ao mesmo tempo e quando for caso disso, familiarizá-los mais com as novas tecnologias da informação e comunicação. Para isso existirá uma grande preocupação pela simplicidade e qualidade dos materiais assim como pela forma como eles são apresentados, acompanhando-os sempre de directrizes de utilização e exploração.

3. Divulgar as ciências e a cultura científica através da Internet de banda larga, tendo por objectivo uma maior sensibilização da sociedade em geral por esses temas, e contribuir para o crescimento em quantidade e qualidade dos conteúdos científico-pedagógicos em língua portuguesa  à disposição dos cidadãos portugueses.

4. Desenvolver e experimentar metodologias inovadoras que permitam incrementar a interactividade entre fornecedores e consumidores de conteúdos digitais, por forma a proporcionar situações de participação e avaliação mais eficientes.

 

 

 

Potenciais grupos de interesse

 

As populações-alvo principais são os seguintes:

 

- Alunos de diversos graus de ensino, mas com ênfase nos ensinos básico e secundário

- Professores de ciências e outros

- Pais e encarregados de educação

- População, em geral, interessada pela ciência e tecnologia.

 

 

CONTEÚDOS E APLICAÇÕES A DISPONIBILIZAR

 

O projecto MOCHO@BANDA.LARGA consiste na melhoria, recolha/ adaptação, disponibilização e disseminação de conteúdos e aplicações no campo do

ensino e da divulgação das ciências através do portal MOCHO.

 

De forma a diminuir custos, o projecto usará de forma sinergética as infra-estruturas (estruturas de rede, equipamentos, etc.) do Centro de Física Computacional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e também – e principalmente - o conhecimento e a experiência acumulados por membros daquele Centro e seus colaboradores. Será também muito útil a experiência na área em causa dos apoiantes/parceiros envolvidos, isto é, as três sociedades científicas ligadas às ciências básicas e o Museu Nacional da Ciência e da Técnica Doutor Mário Silva.

 

 

 

Tarefas

 

O portal MOCHO verá naturalmente o seu directório alargado e a sua estrutura optimizada para o número crescente de utentes. Para além disso, e procurando uma melhor riqueza e eficácia do portal MOCHO, estruturámos os seguintes sub-projectos relativos à criação de novos conteúdos, que foram estabelecidos conforme os destinatários principais:

 

 

1.      Conteúdos/aplicações para alunos

 

Os alunos são o principal público-alvo do sistema educativo. Qualquer intervenção que se faça na área da educação científica deve ter em especial consideração os alunos dos vários graus de ensino. Pensando directamente nos alunos, realizar-se-ão as seguintes actividades:

 

1.1 Fornecer um conjunto de “lições” sobre tópicos particularmente interessantes, em formato vídeo, que sejam capazes de cativar a atenção e despertar a curiosidade dos alunos.

 

1.2 Criar um laboratório de controlo remoto que promova o ensino experimental das ciências através da realização de actividades laboratoriais (privilegiaremos os novos programas de ciências). Esta possibilidade, muito facilitada pelo acesso de banda larga, será acompanhada pela indicação em roteiros de exploração das actividades pretendidas, por módulos de formação interactivos e por questões de auto-avaliação.

 

1.3 Desenvolver e/ou adaptar ferramentas inovadoras de comunicação através da Internet com e entre jovens, que permitam o trabalho conjunto e colaborativo.

 

1.4 Fornecer ambientes de aprendizagem no qual os intervenientes, mesmo em sítios afastados, possam individualmente ou em grupo resolver um conjunto de problemas devidamente escolhidos. Em particular, valorizar-se-á todo um conjunto de materiais acumulados em competições juvenis como as olimpíadas nacionais e internacionais de matemática, física e química.

 

1.5 Criar conteúdos que ajudem os alunos a preparar-se melhor para provas, nomeadamente as provas nacionais de ciências. Incluir-se-ão testes, quizzes e similares, que possibilitem processos de auto-avaliação.

 

 

 

 

 

2. Conteúdos/aplicações para formação e apoio a professores

 

A existência de professores qualificados é uma condição essencial para o sucesso educativo. Assim, pensamos criar e proporcionar conteúdos e aplicações para utilizar em acções de formação contínua para professores de ciências do ensino básico e secundário (com ênfase particular nos novos programas de ciências) e para apoio à utilização/integração das novas tecnologias nas aulas.

 

Das várias acções especialmente dirigidas aos professores, destacamos as principais:

 

2.1 Disponibilizar através do portal MOCHO vídeos em tempo real, facilitando aos professores a utilização deste recurso. Possibilitaremos aos alunos a interacção com cientistas, usando um sistema de videoconferência em tempo real, visitando virtualmente laboratórios científicos e visualizando diversos tipos de trabalhos científicos.

 

2.2 Criar um laboratório de acesso remoto para o ensino e divulgação das ciências (ligação à tarefa 1.2): existirão “interfaces” com módulos interactivos que permitam a realização de algumas actividades laboratoriais à distância. Assim, professores de todo o país poderão adquirir conhecimentos mais profundos de um conjunto de experiências seleccionadas dos programas de ciências (com particular ênfase no ensino secundário). Algumas destas experiências laboratoriais estão já montadas na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, pelo que o respectivo equipamento não onere o projecto.

 

2.3 Disponibilizar vídeos com demonstrações laboratoriais seleccionadas entre as actividades que constam dos programas de ciências do ensino básico e secundário – utilizar-se-á o vídeo-streaming e fornecer-se-ão guias de exploração destas actividades.

 

2.4 Desenvolver e adaptar ferramentas inovadoras que possibilitem um maior interactividade entre os utentes da Internet (para o efeito há que recorrer  a investigações recentes de especialistas nacionais e internacionais). Entre outras, serão utilizadas o WebFAQ e o RonSUB, para além de aplicações que permitem o debate online. Estas aplicações permitirão exercitar capacidades de comunicação (discussão, explicação, síntese, etc.), de trabalho em equipa e de avaliação interpares. Permitirão ainda que os intervenientes exponham as suas dúvidas e dificuldades e sejam esclarecidos pelos seus pares ou por especialistas da área em causa.

 

2.5 Apresentar noções básicas de Física Quântica usando técnicas da realidade virtual (VRML, em particular), de modo a alargar o conhecimento da Física e da Química modernas e realçar o seu enorme impacte noutras ciências (como as Ciências da Vida e as Ciências da Terra e do Espaço). Disponibilizar guias de apoio on-line que auxiliem na utilização destas novas aplicações.

 

2.6 Desenvolver um protótipo de páginas de gestão pessoal e profissional com a finalidade de albergar páginas para professores. Será dada aos professores de ciências a possibilidade de alojarem e manterem as suas próprias páginas contendo recursos considerados úteis para o ensino.

 

2.7 Disponibilizar um protótipo de “hiperlivro digital”, uma aplicação que foi desenvolvida para funcionar como organizador e editor de documentos relativos ao ensino e aprendizagem de diversas áreas do conhecimento. Esta ferramenta integrará um fórum que incentive atitudes e práticas colaborativas.

 

 

 

 

 

3. Conteúdos/aplicações para pais e encarregados de educação

 

São necessários novos hábitos nas famílias portuguesas que possam  facilitar a recepção da ciência pelos jovens. Para isso é necessário desenvolver competências dos pais e encarregados de educação no acesso à informação contida na Internet e fomentar a sua ajuda  no desenvolvimento das capacidades dos seus educandos. Propomo-nos:

 

3.1 Fornecer um conjunto de demonstrações em vídeo, mostrando experiências simples de ciência, que sejam passíveis de realização no ambiente doméstico.

 

3.2 Criar uma versão do currículo de ciências do ensino básico para os pais (acompanhando o programa por demonstrações e explicações elementares).

 

3.3 Divulgar conteúdos que auxiliem os pais a desenvolver o interesse dos seus filhos pelas ciências e  promovam uma maior interacção entre os pais e a escola.

 

3.4 Recolher, avaliar, organizar e traduzir para português (quando for caso disso) recursos já existentes na Internet sobre vários temas científicos que possam ajudar os pais a responder a muitos dos “porquês” dos seus filhos.

 

3.5 Criar um espaço de esclarecimento de dúvidas sobre temas científicos.

 

 

 

 

4. Conteúdos/aplicações para o público em geral

 

No quadro deste projecto, ir-se-á organizar uma biblioteca digital sobre ciência e cultura científica que seja não só útil como facilmente acessível ao público em geral. Esta actividade, que se relaciona de perto com a Biblioteca de Ciência e Cultura Científica Rómulo de Carvalho, que está em instalação no Departamento de Física da Universidade de Coimbra com o apoio da Reitoria, da Fundação para a Ciência e Tecnologia, Fundação Gulbenkian, Gradiva e outros, incluirá:

 

4.1 A afixação na Web de versões digitais o mais completas possíveis, e contendo  facilidades de busca, de revistas das sociedades científicas portuguesas (“Boletim da SPM”, “Gazeta de Matemática”, “Gazeta de Física” e “Boletim da SPQ”). Haverá também uma colaboração com o Museu Nacional da Ciência e da Técnica, digitalizando parte do seu importante espólio e divulgando as exposições que organiza.

 

4.2 A disponibilização on-line de artigos de divulgação cientifica de conhecidos especialistas portugueses, nomeadamente os Profs. Nuno Crato, Jorge Buescu e Carlos Fiolhais, etc.

 

4.3 A colaboração com editoras nacionais que publicam colecções de ciência na divulgação das suas obras (lançamento de novidades, arquivo de recensões, selecção dos melhores livros, etc.). Merecerão interesse especial os livros de ciência para crianças e jovens (por exemplo, colecção “Ciência a Brincar”).

 

 

 

 

 

 

Divulgação

 

A divulgação do projecto é uma componente essencial dele, para assegurar que o MOCHO chegue aos seus públicos-alvo. Ela será feita de modo contínuo através dos seguintes meios:

 

1.Preparação de posters e folhetos de divulgação a distribuir por estabelecimentos de ensino e de investigação, associações de pais, associações culturais, museus e centros de ciência, etc.

 

2.Escrita de artigos de índole jornalística e press-releases a enviar para a comunicação social (jornais, rádio e televisão).

 

3.Publicação de artigos em revistas de educação científica, em particular nas revistas das sociedades científicas que colaboram no projecto (“Boletim da SPM” e “Gazeta da Matemática”, “Gazeta de Física” e “Boletim da SPQ”).

 

4.Colocação de banners em sítios Web dos parceiros e outros interessados.

 

5.Organização de workshops e participação em conferências nacionais e internacionais.

 

6.Submissão do portal ao maior número de motores de busca.

 

 

 

 

 

Colaborações e Parcerias

 

A participação destas sociedades científicas representa uma enorme mais valia para o projecto, na medida em que elas detêm uma vasta experiência na produção e disseminação de recursos científicos.

 

As Sociedades Científicas de Matemática, Física e Química, cujas cartas de apoio se encontram em anexo, serão não só fornecedores de conteúdos a disponibilizar através do portal, mas também “centrais” de consultadoria do projecto, uma vez que entre os seus associados existem especialistas altamente qualificados a nível da educação e da divulgação científica que estão dispostos a colaborar na presente iniciativa.

 

 

Essas sociedades  terão ainda um papel na difusão dos resultados deste projecto junto dos alunos, professores e sociedade em geral através das suas próprias páginas online e do envio de materiais de divulgação à comunidade científica e educativa.

 

Por outro lado, o Museu Nacional da Ciência e Tecnologia Doutor Mário Silva será  outro parceiro importante, desenvolvendo conteúdos científicos capazes de atingir públicos alargados e  fornecendo materiais que tenham a ver com  o desenrolar da sua actividade.

 

 

 

 

 

 

Investigadores e consultores

 

- Carlos Fiolhais (responsável)

- Pedro Alberto

- José António Paixão

- Fernando Nogueira

- José Urbano

- João Paiva

- Graça Santos

- Constança Providência

- Paulo Gama Mota

- Orlando Oliveira

- Décio Martins

- Alexandra Pais

- António Santos Silva

 

 

 

 

 

 

 

 

CARÁCTER INOVADOR
 

Em Portugal muitos dos conteúdos informativos e formativos disponibilizados online têm ainda um baixo nível de interacção com o utilizador. Assim, exceptuando os chats e foruns, o acesso à informação disponibilizada pela Internet é bastante unilateral. Este projecto, contribuirá para contrariar esta realidade, promovendo e verificando o papel formativo dos conteúdos. Para tal, será desenvolvido um design dos materiais que traduza formas inovadoras de introduzir certas competências pessoais e sociais (tais como a resolução de problemas, o trabalho em equipa, a auto-avaliação e a avaliação de pares), bem como atitudes (como a curiosidade, a discussão e a síntese). Muitas vezes a possibilidade de desenvolvimento destas competências através da Internet tem sido esquecida, sendo dada a primazia à simples utilização da tecnologia. Neste projecto, formulam-se algumas especificações tecnológicas dos conteúdos/aplicações que são inovadoras no panorama português, como sejam a utilização de vídeo em tempo real, aplicações em video-streaming,  um laboratório de ciências com controlo remoto, um hiperlivro digital, e aplicações de realidade virtual para o ensino das ciências. Pretende-se familiarizar os utilizadores para o contacto com estas tecnologias, facilitando o seu acesso com guias de utilização/exploração. Está subjacente ao projecto uma forte preocupação com metodologias capazes de produzir ambientes verdadeiramente  educativos.

 

Por forma a desenvolver este projecto, e em particular a concretização de cada tarefa, está previsto um trabalho multidisciplinar de especialistas de várias áreas, integrando os saberes das ciências, da didáctica e da tecnologia. Não se pretende que os materiais a criar e divulgar  constituam apenas um meio de transmitir informação entre produtores de conteúdos e utilizadores dos mesmos, mas também um meio de fomentar um trabalho conjunto entre produtores e utilizadores dos conteúdos e entre os próprios utilizadores. Esta preocupação reforça o carácter inovador do projecto.

 

Concretamente, salientam-se os seguintes sub-projectos que são inovadores a nível da promoção das ciências e da cultura cientifica em Portugal:

 

- preparação de uma plataforma de formação de professores de ciências à distância, a qual disponibilize um laboratório de acesso remoto para realizar actividades experimentais;

 

- utilização de ferramentas de comunicação síncrona (vídeo em tempo real) e assíncrona entre intervenientes numa mesma actividade, ou na resolução de um problema;

 

- criação de recursos de ciências direccionados especificamente para os pais e encarregados de educação, reforçando o seu papel de educadores;

 

- desenvolvimento do “hiperlivro digital” e de conteúdos de ciências a explorar através de técnicas de realidade virtual.

 


 

QUALIFICAÇÕES DO PROPONENTE/ EXPERIÊNCIA RELEVANTE

 

A entidade proponente  - o Centro de Física Computacional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra – detém uma vasta experiência na área em causa.

 

De entre todos os projectos do Centro de Física Computacional nesta área salientamos o desenvolvimento anterior do portal MOCHO, uma vez que ele constitui a base na qual assentaremos o presente projecto.  Apresentamos em anexo uma breve descrição do trabalho realizado nos últimos tempos.

 

Para além de bastantes referências a sites internacionais, o actual MOCHO destaca alguns sites portugueses muito interessantes, muitos dos quais  da autoria dos proponentes deste projecto. Encontra-se, por exemplo, uma tabela periódica, um roteiro de ciência, um site de software educativo, a secção de simulações moleculares signada por “Molecularium”, etc.

 

Para este portal muito têm contribuído vários trabalhos desenvolvidos para efeitos de mestrado e de doutoramento.

 

As estatísticas dos acessos durante de Novembro de 2001 a Outubro 2002 e alguns outros dados encontram-se a seguir.

 

Month

Daily Avg

Monthly Totals

Hits

Files

Pages

Visits

Sites

KBytes

Visits

Pages

Files

Hits

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Oct 2002

3887

2272

696

111

797

106735

894

5569

18181

31097

Sep 2002

4799

2642

1226

117

2942

580000

3513

36792

79288

143982

Aug 2002

2319

1515

417

83

1997

286010

2584

12936

46979

71916

Jul 2002

2498

1341

585

75

1794

279014

2331

18150

41593

77462

Jun 2002

9395

4057

2895

182

3591

1130019

5460

86878

121719

281868

May 2002

9828

5162

2203

257

5270

1191262

7988

68301

160022

304693

Apr 2002

8502

4745

1519

251

4965

978186

7551

45581

142361

255084

Mar 2002

7870

4285

1541

207

4026

990349

6433

47801

132840

243971

Feb 2002

6771

3597

1326

181

3048

776889

5085

37130

100727

189590

Jan 2002

5092

2353

1173

140

2210

548978

4362

36379

72950

157854

Dec 2001

5618

2183

1333

156

2336

587070

4838

41331

67687

174169

Nov 2001

8120

3817

1954

205

3617

844800

6161

58631

114528

243621

Totals

8299312

57200

495479

1098875

2175307

     Acessos mensais ao “MOCHO” em 2001-2002.

 

Este portal tem tido uma divulgação bastante alargada através da participação dos seus autores em acções em escolas e em encontros de vária índole, para além da divulgação na comunicação social (por exemplo, foi referido no programa de televisão “2010” da RTP2, em em vários jornais e revistas de índole nacional).

 

 

 

 

 

INTEROPERABILIDADE DE CONTEÚDOS E APLICAÇÕES

 

A fim de assegurar a interoperabilidade dos conteúdos e aplicações produzidas neste projecto, ou seja, a possibilidade de partilha entre vários sistemas da informação produzida, com o objectivo de estabelecer a interligação e integração de várias soluções tecnológicas e plataformas, usaremos, sempre que possível, o XML (Extensive Markup Language) por ser uma linguagem simples, aberta e universalmente adoptada e reconhecida. Esta linguagem está a assumir um papel cada vez maior na troca de uma grande variedade de dados na Web.

 

Relativamente às soluções disponíveis para a codificação de sinais de imagem e vídeo procuraremos a pesquisa de software gratuito e de open source, dando-se igualmente preferência a servidores que suportem padrões abertos de formatos tais como o MPG-4.

 

Existem normas internacionais para garantir a maior interoperabilidade face à grande variedade de soluções disponíveis para codificar sinais de imagem e vídeo. Neste contexto, assume grande importância a norma de representação de informação audiovisual designada por ISO MPEG-4. As suas funcionalidades permitem não só aumentar a eficiência da codificação, mas também oferecer novas formas de interactividade e o acesso universal à informação através de terminais e redes com recursos variados. A tecnologia associada à norma MPEG-4 encontra aplicação em áreas tão diversas como o acesso a bases de dados, comunicações avançadas (incluindo as comunicações móveis),  difusão de informação multimédia,  publicidade,  criação de programas,  segurança, etc.

 

Uma vez que parte dos vídeos exigirá recursos muito significativos do ponto de vista de capacidade de armazenamento é necessário que as suas reproduções ocorram de forma imediata, sem necessidade de aguardar a transferência completa do arquivo. Esta é uma potencialidade associada à técnica media streaming.

 

Para servidor de vídeo optar-se-á pelo Helix Universal Server, que substitui o Real System Server e suporta os três principais formatos de streaming: Windows Media, QuickTime, Real vídeo, MPEG-1, MPEG-2, MP3 e MPG-4.

 

 

 

Centro de Física Computacional

da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

 
 
 
O Responsável do Projecto

 

 

Prof. Dr. Carlos Fiolhais

Director do Centro de Física Computacional

Email: tcarlos@teor.fis.uc.pt

http://nautilus.fis.uc.pt/~cfiolhais