Após uma profunda remodelação, foi apresentado hoje o
portal de ensino das ciências e cultura científica “Mocho”, desenvolvido
pelo Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra
A nova imagem e as novas funcionalidades do portal,
situado na página www.mocho.pt, foram apresentadas esta tarde. O portal
disponibiliza informação sobre ciência a alunos, professores, encarregados
de educação, mas também ao público em geral.
Para Jaime Silva, professor de Matemática, as ciências
“são das áreas que mais precisam de recursos educativos em língua
portuguesa”. Carlos Fiolhais, docente de Física, defende que o “Mocho” é
“uma maneira de combater”, nas escolas, o “desinteresse pelas
ciências”.
A principal inovação é a introdução da área Mocho@Banda.Larga, que permite ver
pequenas demonstrações laboratoriais, aulas em vídeos ou conferências. As
novas funcionalidades incluem também rubricas como o Caça Notícias, o
Sótão e O Mocho Responde, um motor de procura com mais de quatro mil links
e um boletim electrónico, O Pio do Mocho.
Os conteúdos “off-line” do Mocho vão ser ainda
enviados, num CD-ROM, a todas as escolas portuguesas do terceiro ciclo e
secundárias. O objectivo, segundo João Paiva, professor de Física, é
“contornar os problemas de acesso à Internet” existentes.
O “Mocho”, uma iniciativa do Centro de Física
Computacional da Universidade de Coimbra, nasceu em 2002 e já conta com
quase um milhão de visitantes. De acordo com Carlos Fiolhais, a
expectativa é atingir os dois milhões de visitas no final de 2006.
Além do apoio do POSI (Programa Operacional Sociedade
da Informação), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior,
através do programa “Ciência Viva”, e do Ministério da Educação, o portal
engloba parcerias com a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, o
Exploratório Infante D. Henrique (Centro Ciência Viva de Coimbra) e a
empresa Cnotinfor.