João Carlos de Matos Paiva - Professora Auxiliar de Nomeação Definitiva na
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
DIDÁCTICA DA QUÍMICA I
Programa, Conteúdo e
Métodos de Ensino
Relatório elaborado nos
termos do nº2 do Artº 44 do Estatuto da Carreira Docente Universitária (Lei
19/80 de 16 Julho )
Julho de 2008
NOTA:
Estão a ser inseridas algumas hiperligações, ainda indisponíveis (grato pela
compreensão)
2.
FICHA SINÓPTICA DA DISCIPLINA
3.
ENQUADRAMENTO DA DISCIPLINA
4.
COMPETÊNCIAS E OBJECTIVOS PROGRAMÁTICOS
Algumas
notas sobre objectivos e competências associados à disciplina de Didáctica da
Química I
Sumário
de Conteúdo Programático da disciplina de Didáctica da Química I
6.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DAS AULAS TEÓRICAS
b)
Detalhe de conteúdos, linhas metodológicas e estratégias
7.
CONTEÚDO e METODOLOGIA PROGRAMÁTICA DAS AULAS TEÓRICO-PRÁTICAS
O presente relatório visa satisfazer o requisito expresso no nº2
do Artº 44 do Estatuto da Carreira Docente Universitária (Lei 19/80 de 16 de
Julho) que exige a apresentação de ‘‘O programa, os conteúdos e os métodos
de ensino teórico e prático das matérias da disciplina, ou de uma das
disciplinas, do grupo a que respeita o concurso’’. A legislação deixa assim
ao candidato a opção de apresentar no relatório o programa de uma
disciplina actualmente leccionada na escola ou o programa de uma nova disciplina
a implementar.
A
Licenciatura em Química da Faculdade de Ciências do Porto foi recentemente
reestruturada, com a reforma de Bolonha. Os alunos candidatos a ensinar Química
nos ensinos básico e secundário frequentarão o Mestrado em ensino da Física e
da Química, incluindo a disciplina de Didáctica da Química I, cuja definição
reflectida, actualizada e inovadora é aqui relatada.
O programa que apresento detalhadamente nas secções seguintes, é
resultado não só da forma como o novo Mestrado está estruturado e se articula
com as Licenciaturas em Física e Química, mas também da minha experiência como
professor e autor de manuais escolares e da reflexão crítica sobre o passado, o
presente e o futuro do ensino da Química, nas interfaces do ensino superior com
os ensinos básico e secundário. Salientaria como pontos fortes/originais da
organização e metodologia da disciplina, os seguintes:
1. Enfoque associado aos conteúdos programáticos dos
ensinos básico e secundário (os que os alunos, futuros professores, vão usar…),
sem deixar de encarar alguns aprofundamentos e sem abandonar o espírito
crítico em relação aos mesmos.
2. Inclusão de recursos digitais para o ensino de química,
no sentido de explicar melhor conceitos importantes e ampliar contextos de
aplicação prática à realidade social/ambiental.
3. Tentativa de justo equilíbrio entre dicotomias
relevantes, nem sempre bem articuladas no ensino da química:
conceitos/contextos; ensino para a cidadania/elites; exigência/tolerância;
teoria/prática; quadro e livro/computadores, etc.
4. Esclarecimento de “subtilezas” clarificadoras de inúmeros conceitos
de química (equilíbrio químico dinâmico, modelos quânticos atómicos e moleculares,
segunda lei da termodinâmica e equilíbrio químico, etc.).
5. Tratamento experimental crítico e útil, com ligação
preliminar ás escolas dos ensinos básico e secundário.
6. Investigação complementar sobre o ensino da química em
revistas de referência (Journal of Chemical Education, em particular).
7. Desenvolvimento de aptidões transferíveis (capacidade de
escrita, aptidões de síntese, apresentações orais, trabalho de grupo, etc.),
muito úteis para a vida futura do professor.
8. Utilização de ferramentas digitais colaborativas,
fundamentais para a dinâmica da disciplina e catapultantes de práticas
pedagógicas do séc. XXI, com os alunos dos ensinos básico e secundário.
Uma nota final para o estilo sintético assumido neste documento,
evitando-se textos excessivos e materiais pedagógicos adicionais em demasia.
Por outro lado, são inúmeras as extensões para sítios da Internet onde textos,
simulações, jogos digitais, vídeos e outros materiais são apontados (a grande
maioria destes recursos tem vindo a ser produzida em parcerias com alunos e
investigadores da FCUP).
Para usufruir das
valências hipermédia deste relatório pedagógico, recomenda-se a sua consulta on
line em:
http://www.fc.up.pt/pessoas/jpaiva/2008/didqui1/ ou, no endereço alternativo
http://www.jcpaiva.net/content.php?d=curriculum/didqui1).
Didáctica da Química I
Faculdade de Ciências
(Universidade do Porto)
Departamento de Química
Mestrado em Ensino de
Física e de Química, 1º ano
1º semestre
Escolaridade
Teórica: 28 horas de
contacto
Prática: 42 horas de contacto
Tempo de trabalho: 162
horas
ECTS: 6
Número de aulas
previstas*
Teóricas: 28 aulas de 1
hora, duas vezes por semana.
Teórico-práticas: 14
aulas de 3 horas, uma vez por semana.
* Considera-se um
semestre lectivo efectivo de 14 semanas.
O actual 2º ciclo de
Ensino da Física e da Química visa preparar os alunos para a complexa, exigente e fascinante missão de
ser professor de Físico-Químicas.
Os alunos que ingressarem neste curso são
essencialmente provenientes dos 1ºs ciclos de Física e Química, sendo que, em
casos especiais, alunos com outros percursos curriculares possam surgir.
Os potenciais alunos da disciplina terão
formações mais (os de Química) ou menos (os de Física) sólidas em Química, com
conhecimentos de base e competências laboratoriais adequadas ao início da sua
formação como professores de Química.
Será de prever, porém, alguma heterogeneidade de backgrounds nos alunos, pelo que, como
veremos adiante, se justificam plenamente metodologias flexíveis e
diferenciadas, conforme, aliás, o espírito de Bolonha.
Procurei ajustar a flexibilidade exigida ao desenho
curricular, sem cair em demasiada dispersão, não deixando nunca os alunos de “mãos
vazias”.
A par de propostas criativas e essencialmente
emergentes das capacidades contextualizadas dos alunos, proponho conteúdos e
abordo assuntos concretos, estruturantes para a formação competente e crítica
do futuro professor de Química.
Embora os apelos a alguma dinâmica investigativa
no ensino de Química sejam mais nítidos na cadeira de Didáctica de Química II
(no semestre seguinte), alguns “aperitivos” de investigação são fornecidos,
nomeadamente através dos “bastidores” das simulações computacionais e
respectivo impacto nos alunos.
A análise curricular de todas as disciplinas do
Mestrado em Ensino de Física e de Química (Didáctica da Química e Física, em
particular) bem como algumas trocas de impressões com os respectivos docentes conduziram
a um esforço de evitar repetições a alguma convergência de objectivos entre as
diversas disciplinas do curso.
Alguns alunos que poderão frequentar a disciplina
de Didáctica da Química I pertencem ao mestrado em Física e Química em Contexto
Escolar, mais talhado para formação contínua de professores. A estrutura que
delineámos, julgamos, não os defraudará (até porque alguns assuntos e
estratégias já foram tratados, também, em acções de formação de professores).
Tenta gerir-se no esboço da disciplina de
Didáctica da Química I uma “tensão” curricular emergente: trata-se da
verticalidade com que convém aprofundar alguns assuntos versus a horizontalidade (transdisciplinaridade, pluridisciplinaridade
e interdisciplinaridade) que o ensino da Química contemporâneo exige. A
Química, qual ciência de interface, omnipresente no quotidiano do Universo,
presta-se à procura desse desiderato. É quase “ir ao fundo” sem sair da visão
“de superfície”. Tentámos, na estruturação desta disciplina, apontar caminhos
ao futuro professor de Química, para que este tenha o fito da árvore (vertical)
sem perder de vista a floresta (horizontal).
O programa tem algo de zoom in e zoom out, tão
típico do tabuleiro da Química, onde no microscópico e no macroscópico se joga
o destino da Ciência. Há poesia na Química!
Tendo consciência da dificuldade de tanto assunto
interessante e importante a abranger, tem sentido explicitar uma certa
consciência de incompletude intrínseca desta disciplina. Com efeito, há
assuntos relevantes que tiveram de ficar de fora na explicitação curricular
(química orgânica ou cinética química, no seu sentido explícito, por exemplo).
Convém referir, porém, que as estratégias flexíveis propostas não excluem e
certamente incluirão estas temáticas (na escolha de artigos científicos, no
esboço de webquests e roteiros de exploração de software ou em comentários de
sites, por exemplo, como se verá adiante).
Há alguma simetria na organização dos conteúdos,
com sete capítulos, tendencialmente apontando, para gerir cada capítulo em quatro
aulas teóricas e duas aulas teórico-práticas (duas semanas). Tentar-se-á uma
ligação e coordenação das aulas teóricas e teórico-práticas (ver adiante), o
que nem sempre é bem conseguido no ensino superior.
Os assuntos versados são fundamentais no ensino
da Química e estão directa ou indirectamente ligados aos programas curriculares
das disciplinas de química pré-universitárias, embora, muitas vezes, como
convém, ultrapassem objectivos de aprendizagem elementares. O futuro professor
de Química, bem entendido, deverá ter um olhar “cónico” da Química que ensina,
sendo capaz de compreender a um nível mais profundo do que aquele que ensina
aos seus alunos.
O primeiro capítulo, intitula-se conceitos e
contextos de Química. Far-se-á uma abordagem ora conceptual ora de contexto e
aplicação (Ciência – Tecnologia – Sociedade – Ambiente /CTSA) de assuntos
fulcrais em Química, como estrutura atómica e molecular e materiais, equilibro
químico e ambiente, oxidação – redução e corrosão de metais, etc.
O capítulo dois debruça-se sobre a actividade experimental
em química. Esta temática será alvo particular, das aulas teórico-práticas.
O terceiro capítulo aborda os recursos digitais
no ensino da Química, sendo aí possível adaptar o extenso role de materiais
existentes às lacunas próprias dos alunos e ao contexto (dinâmico, note-se) do
ensino da Química nas escolas básicas e secundárias.
O quarto capítulo foca abordagens inovadoras no
ensino da Química, sendo que propostas agora apresentadas na forma escrita,
poderão sofrer actualizações oportunas nas versões digitais oferecidas aos
alunos.
Os capítulos quinto e sexto desenvolvem-se mais à
volta de conceitos cruciais em Química, ora olhados pelo prisma conceptual em
si (cap. 5) ora vistos na perspectiva daquilo a que chamamos dicotomias
educativas.
O último capítulo é algo prospectivo, focando
aspectos da filosofia e sociologia da educação e da educação e da Química.
Convida-se a um olhar crítico (e auto-crítico) do professor de química mas,
acima de tudo, pretende-se lançar redes para garantir professores de química
seguros e muito motivados para a profissão, conscientes da sua nobilíssima
missão.
Seguidamente alinham-se em tópicos alguns
objectivos e competências gerais associadas à disciplina. Os itens específicos
de objectivos e competências ressaltam obviamente no sumário do Conteúdo
Programático, adiante.
Gere-se, ao longo de todo o ano lectivo, o
esforço maior do professor de ciências, que procura continuamente como seu
tesouro, o ponto de equilíbrio entre o rigor e a clareza. Considerando os
futuros professores, sem simplismos nem “infantilismos”, é nosso objectivo que
os alunos inscrevam na sua história profissional a oferta de rigor científico
sob a máxima de Voltaire: “Sou obrigado a baixar-me para que me entendam”.
1. Compreender a fulcralidade da docência em Química.
2.
Aprofundar o domínio conceptual de importantes noções de Química.
3.
Promover o aprofundamento de determinados assuntos de Química que se prestam a
erros e confusões nos alunos.
4.
Melhorar a capacidade de comunicar assuntos de índole científica.
5.
Manejar, planear e utilizar recursos digitais e outras ferramentas educativas
para o ensino da Química.
6.
Promover competências gerais de natureza cognitiva, prática, de decisão, de
comunicação e de desenvolvimento profissional e intelectual autónomo.
6. Ampliar o leque de valências de colaboratividade.
7.
Melhorar e adquirir novas competências de segurança e manuseamento laboratorial
em Química.
8.
Incrementar a capacidade de apresentar ideias oralmente, com clareza e rigor
(aproximação à aula).
9.
Promover o uso de tecnologias de informação e comunicação para fins educativos.
1. Conceitos e contextos
de Química
2. Actividade
experimental e ensino de Química
3. Recursos digitais no
ensino de Química
4. Alternativas
metodológicas envolventes para a inovação do ensino de Química
5. “Subtilezas”
associadas a conceitos de Química
6. Gestão de dicotomias
educativas no ensino de Química
7. Tópicos sobre o
passado, presente e futuro da educação científica.
Os conteúdos centrais da disciplina de Didáctica
da Química são ministrados, principal mas não exclusivamente, nas aulas
teóricas.
Todos os textos, simulações e materiais
associados à disciplina (incluindo muitos dos constantes neste documento) são
disponibilizados aos alunos na plataforma de e-learning associada, acessível a
partir do site da FCUP e já por mim utilizada noutros anos lectivos, em muitas
disciplinas. Esta área virtual potencia e “estende” a sala de aula, no espaço e
no tempo: fóruns continuam conversas, textos prolongam leituras, simulações
podem ser re-visitadas, documentos dos alunos podem ser partilhados.
As aulas teóricas terão um estilo assumidamente “magistral”
(no bom sentido do termo) embora se encoraje a participação dos alunos. Será
feita particular parcimónia no uso de slides power point (para que se não abuse…), preferindo-se a mostra de
simulações, jogos digitais, figuras dinâmicas e outras ferramentas de ambiente
virtual, como adiante se verá.
Uma extensa lista de bibliografia, acessível em
papel mas também, na maioria dos casos, disponível digitalmente, será oferecida
aos alunos.
Estas aulas serão muito pró-activas,
fomentando-se a participação dos alunos, em alguns casos constituindo-se
pequenos grupos de trabalho.
Algumas aulas poderão acontecer noutros espaços,
como aquelas de índole laboratorial, a propósito das quais se tentará fazer uma
“ponte” com escolas secundárias colaborantes.
Os alunos terão pequenos projectos a seu cargo,
que desenvolverão ora individualmente ora em pequenos grupos. Estes trabalhos
(revisão de artigos científicos, roteiros de exploração de software, webquests,
sugestões de abordagem laboratorial, etc.) serão submetidos por upload em plataforma digital da
disciplina e apresentados oralmente. Versões papel serão tendencialmente não
usadas. Assim se desenvolverão aptidões transferíveis importantes para a vida
profissional dos alunos. Estas actividades teórico-práticas serão alvo de
processos dinâmicos de avaliação.
Na
elaboração do programa que aqui se apresenta considerou-se, num semestre de 14
semanas, um total efectivo de 28 aulas (2 horas semanais).
1. Conceitos e contextos
de Química
1.0.
Considerações gerais sobre a disciplina: objectivos, conteúdo programático,
metodologia, plataforma de e-learning.
1.1.
Átomos, moléculas e novos materiais.
1.2.
Equilíbrio Químico, ambiente e indústria.
1.3.
Oxidação – Redução e corrosão de metais.
2. Actividade
Experimental e Ensino de Química
2.1.
A experimentação na ciência química.
2.2.
Segurança e generalidades no Laboratório de Química.
2.3.
Protocolos experimentais: das “receitas” ao “projecto laboratorial”.
3. Recursos digitais no
ensino de Química
3.1
Simulações para o ensino de fenómenos químicos.
3.2.
Tabelas periódicas digitais.
3.3.
Outros recursos multimédia de Química.
4. Alternativas
metodológicas envolventes para a inovação do ensino de Química
4.1.
Webquests.
4.2.
Roteiros de exploração de software educativo.
4.3. “Teachers involving Parents in
Schoolwork” (TIPS).
5. “Subtilezas”
associadas a conceitos de Química
5.1.
Nos bastidores do equilíbrio químico.
5.2.
Solubilidade e segunda lei da termodinâmica.
5.3.
Átomos, moléculas e modelos.
6. Gestão de dicotomias
educativas no ensino de Química
6.1.
Memorização, criatividade e pressão dos gases.
6.2.
Rigor, Transigência e representação molecular.
6.3.
Teoria, prática e mudanças de estado.
7. Tópicos sobre o
passado, presente e futuro da educação científica (o caso da Química)
7.1.
Sociologia e filosofia da ciência aos olhos da educação científica no séc. XXI.
7.2.
Conceitos de química vistos em espiral, do 7º ao 12º ano.
7.3.
Inovação, criatividade … e “mangas arregaçadas” como contributos para a
promoção da educação em Química.
Apresenta-se o programa da disciplina de
Didáctica da Química I de uma forma mais detalhada. Mais do que um conjunto
sistemático de conceitos importa aqui avançar alguns tópicos relevantes e
indicar, em muitos casos, sítios da Internet com informação complementar. A
maioria dos recursos digitais aqui expressos (disponíveis na plataforma de
e-learning da disciplina) corresponde a produção própria dos últimos anos, em
muitos casos no âmbito de trabalho de investigação e teses académicas na FCUP.
Um excessivo detalhe em planos de aulas pode
mesmo conduzir a uma certa artificialidade, uma vez que um professor, em
qualquer nível de ensino, nos nossos dias, se deverá afastar da mera reprodução
sistemática de um qualquer plano. Sem comprometer a organização, a clareza e o
rigor, um plano de aula será sempre um plano susceptível a mudanças, de acordo
com auto e hetero avaliações sistemáticas de todo o processo. Embora definindo
bem o “porto de chegada”, uma aula no século XXI deverá ter um rumo flexível,
conforme os ventos de circunstâncias. Particularmente, importa como e o que
“sopram” os alunos...
Note-se ainda que a maioria dos tópicos ganha
complementaridade e síntese nas correspondentes aulas teórico-práticas. Sem
ficar refém da sincronia de calendário entre aulas teóricas e aulas
teórico-práticas, este desenho curricular tende a optimizar a coerência e
ligação entre aulas teóricas e aulas teórico-práticas.
1
Conceitos e contextos de
Química
1.1.
Átomos, moléculas e novos materiais
1.1.1.
Orbitais atómicas e moleculares
1.1.2.
O diamante (afinal) risca-se com novos compostos de C60
e derivados
1.1.3.
Compósitos e outros materiais inovadores
1.2.
Equilíbrio Químico, ambiente e indústria
1.2.1.
Equilíbrio químico e chuvas ácidas
1.2.2.
Equilíbrio químico e produção de amoníaco
1.2.3.
Visitas de estudo em escolas como pretexto de reais aprendizagens
1.3.
Oxidação - Redução e corrosão de metais
1.3.1.
Conceitos importantes em oxidação-redução
1.3.2.
O “alumínio” que vemos …é óxido de alumínio...
1.3.3.
Alguns erros comuns no entendimento do fenómeno da corrosão
Apoio digital /
informação complementar:
1A - Labirinto dos compostos de carbono
(jogo interactivo) net
1B - C60 e novos materiais
(texto) net
1C - Energia e reacções químicas
(animação) net
1D - Equilíbrio dinâmico (animação) net
1E - Equilíbrio químico e produção industrial
(simulação) net
1F - Metais e ligas metálicas (texto) net
2
Actividade Experimental e
Ensino de Química
2.1
A experimentação na ciência química
2.1.1. Dos alquimistas aos primórdios da química
2.1.2. A química como ciência experimental
2.1.3. Nuances sobre componentes experimentais no
ensino: trabalho experimental demonstrativo, indutor conceptual, refutador e
investigativo
2.2.
Segurança e generalidades no Laboratório de Química
2.2.1. A importância da segurança no laboratório
de química
2.2.2. Estratégias educativas para robustecer a
segurança no laboratório
2.2.3. Desenhos contemporâneos para o espaço
laboratorial nas escolas básicas e secundárias
2.3.
Protocolos experimentais: das “receitas” ao “projecto laboratorial”
2.3.1 Os recursos digitais não substituem a
experiência!...
2.3.2. Complementos (digitais) pré e pós
laboratoriais
2.3.3. A actividade laboratorial como projecto
Apoio digital /
informação complementar:
2A - Aulas experimentais no ensino básico
e secundário (texto) net
2B -
Jogo
da segurança (jogo) net
2C - Laboratório virtual de química
(simulação) net
2D - Exemplos de questões pré e pós-laboratoriais (texto) net
2E - Algumas notas sobre Trabalho de
projecto no ensino secundário (texto) net
2F - Algumas experiências “avulso” em vídeo
digital (vídeo) net
3. Recursos digitais no
ensino de Química
3.1 Simulações para o ensino de fenómenos
químicos
3.1.1.
Sobre o tempo e a extenção das reacções: o “conflito” cinético e termodinâmico
nas transformações químicas
3.1.2. Segunda lei da
termodinâmica
3.1.3.
Radiação microondas e infravermelhos e
movimentos microscópicos
3.2. Tabelas periódicas digitais
3.2.1.
Propriedades dos átomos e propriedades de substâncias (não há ponto de ebulição
de um átomo de alumínio!...)
3.2.2.
Exemplos de Tabelas Periódicas digitais
3.2.3.
Jogos lúdicos sobre a Tabela Periódica
3.3. Outros recursos multimédia de Química
3.3.1.
Hipertextos, jogos e simulações sobre a diminuição da camada de ozono
3.3.2.
Recursos digitais sobre algumas transformações nucleares
3.3.3.
O problema da dispersão, certificação e partilha de recursos de química na
Internet: organizadores de recursos educativos na web (JCE, Mocho, Casa das
Ciências, etc.)
Apoio digital /
informação complementar:
3A - O “demónio de maxwell” no computador
(simulação) net
3B - Temperatura, microondas e infravermelho
(simulação) net
3C -
Tabela
Periódica digital (dados e animação) net
3D - Jogos sobre a Tabela Periódica (jogos interactivos) net
3E - Camada de ozono (simulação) net
3F - Recursos digitais em astroquímica net
4. Alternativas
metodológicas envolventes para a inovação do ensino de Química
4.1.
Webquests
4.1.1. Generalidades sobre webquests e suas
potencialidades
4.1.2. Etapas de uma webquest e estratégias de construção
4.1.3. Exemplos de webquests em química
4.2.
Roteiros de exploração de software educativo
4.2.1. Os alunos que “engolem” software em vez de
“mastigar”
4.2.2. Estratégias para a construção de roteiros
de exploração
4.2.3. Exemplos de roteiros de exploração para
software educativo de química
4.3. “Teachers involving Parents in
Schoolwork” (TIPS)
4.3.1. Envolvimento parental e ensino da química
4.3.2. Estratégias para a construção de TIPS
4.3.3. Exemplos de TIPS para o ensino da química
Apoio digital /
informação complementar:
4A - Generalidades sobre webquests - Dodge (site) net
4B - Exemplos de webquests em química (texto) net
4C - Roteiros de exploração (texto) net
4D - Exemplos de roteiros de exploração em
química (texto) net
4E - Os pais, a escola e os trabalhos de
casa de química (texto) net
4F - TIPS: alguns exemplos em química (texto) net
5. “Subtilezas”
associadas a conceitos de Química
5.1. Nos bastidores do equilíbrio químico
5.1.1.
O passo da programação e actualizações do quociente da reacção
5.1.2. Analogias
e concepções alternativas em equilíbrio químico
5.1.3. Aproximações
e correcção de “danos pedagógicos” em simulações computacionais de química
5.2. Solubilidade e segunda lei da termodinâmica
5.2.1. Porque se dissolve
em água, espontaneamente e em condições normais, um sal de NaCl e tal não
acontece com CaCO3?
5.2.2. Solvatação e
“desordem corposcular”
5.2.3. Os factores
entálpico e entrópico em processos químicos
5.3. Átomos, moléculas e modelos
5.3.1. Modelos
moleculares em imagem estática
5.3.2. Modelos
moleculares dinâmicos (jmol, java e
outros)
5.3.3. A importância da
tridimensionalidade no ensino de modelos moleculares
Apoio digital /
informação complementar:
5A - Algumas notas sobre backoffice de simulação em equilíbrio químico net
5B - “Le chat” – equilíbrio químico (simulações)
net
5C - Analogias e concepções alternativas
em equilíbrio químico (texto) net
5D - Solubilidade de sais e entropia
(animação) net
5E - Modelos moleculares no computador (imagens) net
5F - Modelos moleculares e estereoscopia
(hipertexto) net
6. Gestão de dicotomias
educativas no ensino de Química
6.1. Memorização, criatividade e pressão dos
gases
6.1.1. Compreender é
melhor do que “saber de cor”: as equações dos gases perfeitos e percepções do
ambiente microscópico de sistemas
6.1.2. Memorizar não é
crime para a aprendizagem: jogo da roleta química e jogo dos pares
6.1.3. Quizzes digitais:
da utilidade em casos especiais aos abusos de treino
6.2 Rigor, Transigência e representação molecular
6.2.1. Um modelo
molecular não é uma molécula! A química como percurso de representação da
realidade (implicações epistemológicas)
6.2.2. O “caso” das moléculas
de água a preto e branco na mente dos alunos
6.2.3. Erros de cálculo e
a excessiva permissividade do sistema na educação em ciências
6.3 Teoria, prática e mudanças de estado
6.3.1. Vídeos digitais e
simulações computacionais interpretativas: uma ponte entre a realidade e a
modelação
6.3.2. O caso da
sublimação do iodo: a simulação como auxiliar da interpretação de uma
experiência
6.3.3. Forças
intermoleculares: “experiências” virtuais úteis educativamente que são difíceis
de observar na realidade
Apoio digital /
informação complementar:
6A - Pressão de gases (animação) net
6B - Roleta química (jogo) net
6C - Quizzes on line (quizzes) net
6D - Forças intemoleculares (simulação) net
6E - Equilíbrio sólido-vapor (simulação)
net
6F - Mudanças de estado (simulação) net
7. Tópicos sobre o
passado, presente e futuro da educação científica
7.1. Sociologia e filosofia da ciência aos olhos
da educação científica no séc. XXI
7.1.1. Disciplinas de
Senge e desafios para a sociedade do séc XXI. As escolas que aprendem.
7.1.2. Thomas Gordon e a
eficácia na escola
7.1.3. Curricula em
química: tendências, evolução e perspectivas
7.2. Conceitos de química vistos em espiral, do
7º ao 12º ano
7.2.1. Átomos e
moléculas: do 7º ao 12º ano
7.2.1. Ligação
química: do 7º ao 12º ano
7.2.1. Reacções químicas
e outros assuntos: do 7º ao 12º ano
7.3. Inovação, criatividade … e “mangas
arregaçadas” como contributos para a promoção da educação em Química
7.3.1. Saber ciência ou
saber ensinar? De tudo se precisa...
7.3.2. Pessimismos
bloqueantes e optimismos ingénuos: ser “optimizador” no ensino da química, um
desafio.
7.3.3. O conceito de web
2.0 e a colaboratividade como ferramentas para a melhoria do ensino de química
e da interdisciplinaridade
Apoio digital / informação
complementar:
7A - Peter Senge e a quinta disciplina (texto)
net
7B - Thomas Gorden e a eficácia educativa
(texto) net
7C - Conceitos de química em espiral: do
7º ao 12º ano (texto) net
7D - Saber ciência ou saber ensinar (texto) net
7E - Pessimismo e optimismo na escola (texto) net
7F - Compartimentação e aptidões transferíveis (texto) net
a) “prolongamento” das
aulas por via da plataforma digital (b-learning);
b) complementaridade e
convergência com a abordagem nas aulas teóricas;
c) pró-actividdae dos
alunos e fomento de aptidões transferíveis;
d) flexibilidade para os
alunos no que concerne a escolha de temas e respectivas abordagens;
e) fito no aprofundamento
e síntese dos conhecimentos apreendidos no 1º ciclo, com vista ao ensino de
Química nos ensinos básico e secundário.
Em todos os casos há um enorme cuidado em balizar
os outputs a apresentar com regras
claras sobre o que é esperado pelos alunos. Este tipo de procedimento evita, em
particular, mecânicos e estéreis trabalhos, muitas vezes extensos de mais,
feitos a custa de “copy/past” não
reflectido, não compreendido, não ético e não crítico. Veja-se, a título de
exemplo, o que é proposto aos alunos para actividade de “Construção de uma
webquest”, no âmbito de uma proposta teórica-prática:
·
Cada aluno (ou grupo de dois alunos) terá de ter a partir da
segunda sessão definido um tema para uma “webquest” para o ensino da Química
(ver exemplos em http://www.jcpaiva.net/?d=rosto/utilidades/webquest)
·
Os trabalhos serão apresentados na aula de dia xx. Cada
aluno ou grupo de alunos apresentará uma síntese de não mais de 8 minutos aos
colegas e ao professor das aulas práticas sobre a sua Webquest para o ensino da Química.
·
Cada grupo de alunos entregará nessa altura uma apresentação
do trabalho em papel A4 (1-4 páginas com margens de 2 cm, letra 11 e 1,5
espaços). Nestas páginas se incluirá:
o
Enquadramento curricular do
material desenvolvido.
o
Descrição da webquest esboçada.
o
Auto-crítica, perspectivas futuras e outras notas
consideradas relevantes para a explicitação do trabalho.
·
É obrigatório que os trabalhos sejam disponibilizados on
line (não se aceitam suportes off
line), em formato .doc ou pdf, na plataforma moodle da disciplina de
Didáctica da Química I.
·
Chama-se à atenção dos alunos que:
-
É preciso compreender claramente o que está patente
nos trabalhos (até porque se tem de apresentar oralmente e discutir). Atenção
ao copy/past sem filtro...
-
Há que citar devidamente as fontes (incluindo sites) usados, no cumprimento da mais
elementar ética.
-
Convém ter uma atitude crítica em relação ao material
na Internet (nem tudo tem qualidade...).
De
seguida apresentam-se as tarefas planeadas para as aulas teórico-práticas que,
de per si, revelam as principais intencionalidades educativas.
1. Conceitos e contextos
de Química (3 aulas)
Tarefa 1.1 (1aula)
Preparar
uma visita de estudo a uma indústria química, previamente seleccionada pelo
docente. Obter informação sobre essa indústria química e preparar um guião de
visita de estudo, enquadrando-o para alunos dos ensinos básico e secundário. O
roteiro é submetido por upload na página da disciplina.
Tarefa 1.2 (2 aulas)
Visita
de estudo a Indústria Química.
2. Actividade
Experimental e Ensino de Química (4 aulas)
Tarefa 2.1 – preparação
(1 aula)
Os
alunos são colocados em contacto na aula anterior com escola/professor
cooperante, no sentido de planearem e executarem uma experiência de interesse
para o ensino da química. O docente da disciplina tem a responsabilidade de
angariar escolas/professores cooperantes disponíveis. Notar que, desta forma,
os alunos tomam contacto com uma escola e um laboratório escolar, observando
procedimentos, facilidades e constrangimentos.
Tarefa 2.2 – Aulas
experimentais na escola (2 aulas)
Tarefa 2.3 (1 aula)
Apresentação
e discussão dos resultados. Os alunos apresentam aos colegas a professores os
resultados das tarefas 2.1 e 2.2, seguindo-se discussão e avaliação formativa.
3. Recursos digitais no
ensino de Química (1 aula)
Tarefa 3.1 (TPC)
Procurar
na Internet recursos digitais relacionados com temas úteis para o ensino de
Química. Entrar nos sites, manipular a informação, avaliar e fazer pequeno
comentário de, pelo menos, cinco sítios (trabalho individual).
Tarefa 3.2 (1 aula)
Apresentação
e discussão dos resultados. Os alunos apresentam aos colegas a professores os
resultados da tarefa 1, seguindo-se discussão e avaliação formativa.
Apoio:
usar folha Excel previamente preparada para o registo de dados na avaliação de
sites. Esta folha preenchida com os resultados do aluno é colocada por upload
na página da disciplina.
4. Alternativas
metodológicas envolventes para a inovação do ensino de Química (2 aulas)
Tarefa 4.1 (1 aula)
Os
alunos preparam, em grupos de 2, 3 ou 4 alunos uma das seguintes “ferramentas”
de interesse para o ensino da Química
a) Web quests; b) Roteiros de exploração de software educativo;
c) TIPS
Fazer
upload na página da disciplina.
Tarefa 4.2 (1 aula)
Apresentação
e discussão dos resultados (aula 2). Os alunos apresentam aos colegas a
professores os resultados da tarefa 1, seguindo-se discussão e avaliação
formativa.
5. “Subtilezas”
associadas a conceitos de Química (1 aula)
Tarefa 5.1 (TPC)
Pesquisar
artigo interessante sobre “subtilezas” no ensino da química, no Journal of Chemical Education, de
preferência, e propor a sua leitura por upload
da referência no site da disciplina (em momento anterior, assíncrono à aula). Depois
de “aprovada” a escolha pelo docente da disciplina, ler o artigo e fazer um
resumo de cerca de 200 palavras (TPC).
Tarefa 5.2 (1 aula)
Apresentação
e discussão dos resultados. Os alunos apresentam aos colegas e ao professor os
resultados da tarefa 5.1, seguindo-se discussão e avaliação formativa.
6. Gestão de dicotomias
educativas no ensino de Química (2 aulas)
Tarefa 6.1 (1 aula)
Grupos
de trabalho de três ou mais alunos tomam para si uma dicotomia / tensão
relevante no ensino da Química. Terão à disposição uma cartolina, tesoura, cola
e inúmeras revistas de Química e não só.
Farão
um exercício projectivo/criativo de síntese da dicotomia escolhida com recortes
colados (nota: esta estratégia já foi testada em várias matérias e a vários
níveis, com grande sucesso).
Tarefa 6.2 (1 aula)
Apresentação
e discussão dos resultados (aula 2). Os alunos apresentam aos colegas a
professores os resultados da tarefa 6.1, seguindo-se discussão e avaliação
formativa.
7. Tópicos sobre o
passado, presente e futuro da educação científica (aula 1)
Tarefa 7.1 (1 aula)
Conversa
em mesa redonda sobre o tema 7.
Tarefa 7.2 (TPC)
Os alunos esboçam um texto de não mais de 2
páginas, mais pessoal do que académico, intitulado:
“Ser
professor de Química, hoje: expectativas, constrangimentos, e encorajamentos”
Este
documento é submetido por upload na
página da disciplina.
A
avaliação terá componentes formativas e contínuas, não se fazendo uma ruptura,
contudo, com estratégias mais tradicionais.
Haverá
momentos de auto e hetero-avaliação nas apresentações das aulas teórico –
práticas. O docente da disciplina fará exercícios de arbitragem, moderação e
garantia de bom senso e transparência. As notas dos trabalhos práticos dependem
do trabalho em si e da apresentação. São tipicamente balizadas por quatro
critérios:
a)
rigor científico; b) criatividade/originalidade; c) clareza e d) empenho/apresentação.
Haverá um exame teórico relativamente curto, com uma parte fechada e um grupo
de questões abertas, que conta 30% para a nota final. Tomando as notas dos
trabalhos e do exame numa escala de 0 a 20, a nota final terá o seguinte
perfil:
01 X (Σ notas dos trabalhos práticos + 3 X nota teste)
Além dos sítios de Internet indicados nas
páginas anteriores constituem-se como amostra de referências adicionais os
livros e artigos abaixo assinalados:
Carla Morais, J.C. Paiva, Simulação
digital e actividades experimentais em Físico-Químicas. Estudo piloto sobre o
impacto do recurso “Ponto de fusão e ponto de ebulição” no 7.º ano de
escolaridade. Sísifo.
Revista de Ciências da Educação, 3, 101-111, 2007.
Elliott, M. J.;
Stewart, K. K.; Lagowski, J. J. The Role of the Laboratory in Chemistry
Instruction, J. Chem. Educ. 85,
145, 2008.
F. B. Ferreira, J.C. Paiva, Roteiros de
Exploração com Tabelas Periódicas Digitais. Boletim
da Sociedade Portuguesa de Química. 96, 2005.
Gil, V. M. S., J.C. Paiva, Chemical
Equilibrium revisited. The
Chemical Educator. 4, 128-130, 1999.
Gil, V. M. S.,
J.C. Paiva, Using Computer Simulations To Teach Salt Solubility. The Role of
Entropy in Solubility Equilibrium. J.
Chem. Educ. 83, 170-172, 2006.
Herrinton, Thomas
R., Exception to the Le Châtelier Principle, J. Chem. Educ. 84,
1427, 2007.
J.C. Paiva, Gil,
V. M. S. and Correia, A. F. Le Chat: simulation in Chemical Equilibrium. Journal of Chemical Education. 79, 640,
2002.
J.C. Paiva, Gil,
V. M. S. Computer Simulations of Salt Solubility. J. Chem. Educ. 83, 173-174, 2006.
J.C. Paiva, L. A. Costa, Roteiros de
Exploração - valorização pedagógica de software educativo de Química. Boletim da Sociedade Portuguesa de Química,
96, 2005.
J.C. Paiva, M. F. Gaspar, Actividades
participadas pelos pais na aprendizagem da Química (PAQ). Boletim da Sociedade Portuguesa de Química. 97, 73-79, 2005.
J.C. Paiva, Trindade, J., Gil, V. M. S.
Estereoscopia no Ensino da Física e da Química. Boletim da Sociedade Portuguesa de Química. 86, 63-39, 2002.
M. Meireles, J.C. Paiva, Redox em casa. Boletim da Sociedade Portuguesa de Química.
97, 83-84, 2005.
Nentwig, Peter M.;
Demuth, Reinhard; Parchmann, Ilka; Gräsel, Cornelia; Ralle, Bernd. Chemie im Kontext: Situating Learning
in Relevant Contexts while Systematically Developing Basic Chemical Concepts, J.
Chem. Educ. 84, 1439, 2007.
Sutheimer, Susan.
Strategies To Simplify Service-Learning Efforts in Chemistry, J. Chem. Educ.
85, 231, 2008.
Trindade, J, J.C.
Paiva, Fiolhais, C. Visualizing molecules: on-line simulations and virtual
reality. Europhysics News. 32, 14-15, 2001.