Os cientistas descrevem o nosso cérebro em termos físicos, falam de células eléctricas e espaços sinápticos. A ciência esquece, porém, que não é assim que nos vemos ao olhar para o espelho. Por isso precisamos da arte. Ao exprimir a nossa experiência real, o artista recorda-nos que a nossa ciência é incompleta, que nenhum mapa da matéria explica a imaterialidade da nossa consciência.
Diz-nos, em suma, que somos feitos de matéria – da matéria física – mas também da matéria com que se fazem os sonhos. A partir da obra de oito artistas – um pintor, um poeta, um chefe de cozinha, um compositor e quatro romancistas – Jonah Lehrer mostra como cada um deles revelou verdades fundamentais sobre a mente humana que a ciência só agora começa a desvendar..
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Café, Livros e Ciência acontece no Museu da Ciência onde Miguel Castelo Branco, neurocientista com publicações na Nature, nos apresentará o livro “Proust era um neurocientista” de Jonah Lehrer. Este é um livro aliciante, onde Lehrer, neurocientista editor da revista científica Seed, nos conduz pela arte de 5 escritores, a pintura de Cézanne, a música de Stravinsky e a cozinha do Chef Escoffier, que diz “anteciparam a nossa ciência muito explicitamente”.
Num ambiente informal, onde o café acompanha os livros, Café, Livros e Ciência acontece na primeira quinta-feira de cada mês para promover a leitura de ciência junto do público em geral. O evento terá uma cobertura multimédia que posteriormente será colocada no sítio internet de cada parceiro, bem como no CVTV.