1.2 A World Wide Web
O projecto World Wide Web (WWW), teia mundial de informação,
realizado no CERN, em Genebra, em 1989 por Robert Calliau e Tim
Berners-Lee, foi especificamente desenvolvido para permitir que
uma comunidade dispersa de cientistas pudesse partilhar os seus
trabalhos [42].
A World Wide Web cresceu rapidamente, deixando a sua "casa"
e os seus objectivos iniciais. São muitos aqueles que desenvolveram
esta tecnologia, como por exemplo investigadores do Instituto
de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde hoje trabalha Berners-Lee.
Os utilizadores da WWW já são vários milhões.
Esta tecnologia assenta em três ideias principais: a navegação
por hipertexto, o multimédia (os documentos podem ser imagens,
sons e vídeos) e a integração dos serviços
já existentes.
Com base em códigos classificativos apropriados, o WWW
organiza e gere eficazmente várias associações
entre documentos de qualquer natureza, colocados no mesmo servidor
ou em servidores separados. A informação deve estar
escrita no formato Hypertext Mark-up Language (HTML) (Figura
1.6), uma linguagem que permite a codificação de
palavras ou imagens (sublinhadas ou de cor diferente) de modo
a aceder directamente a um documento associado (que pode ser um
texto, imagem, som ou vídeo ver Figura 1.7). Este tipo
de ambiente organizativo da informação é
designado por hipertexto [32].
Para ler documentos HTML é necessário um programa (browser), como por exemplo o Netscape Navigator (da Netscape) ou o Internet Explorer (da Microsoft). O browser procura o servidor pretendido, "pede" o documento em causa e apresenta-o numa forma fácil de ler.

A enorme capacidade de apresentação dos documentos
bem como a integração de serviços já
existentes explicam em grande medida o sucesso da WWW. A WWW faz
tudo o que os outros fazem e faz aquilo que nenhum outro consegue,
nomeadamente:
Existem algumas páginas na Internet que facilitam
a procura de qualquer documento, através de uma palavra-chave
(Figura 1.8). Só é mesmo preciso saber o que se
procura!

Os servidores WWW usam o Hypertext Transfer Protocol (HTTP)
para facultar o acesso a documentos escritos em HTML, cuja localização
é descrita num endereço designado por Uniform
Resource Locator (URL). Os URLs dividem-se em três partes
[31]:
Por exemplo o URL da página principal do READ Ciências é http://www.fis.uc.pt/Read_c/Read_c.html. Quando este URL for invocado pelo browser, o servidor www.fis.uc.pt é interrogado através de um protocolo entendido por ambos (o HTTP), expede o que tiver sido pedido (neste caso, o documento com o nome de Read_c.html colocado na directoria Read_c), e o browser apresenta o documento ao utilizador.
No ambiente WWW o utilizador não é apenas um consumidor mas pode também ser um produtor de informação. O produtor pode controlar a informação, permitindo que os seus leitores naveguem do modo mais adequado.
Todos os dias aumenta o número de utilizadores da WWW uma vez que a tecnologia em causa é agradável de usar e fácil de aprender.
A Internet tem-se revelado um poderoso instrumento na
redução de desigualdades geográficas. O seu
uso pela comunidade científica está hoje praticamente
generalizado. Os intercâmbios electrónicos permitem
a qualquer cientista comunicar com colegas do mundo inteiro, trocando
documentos, acedendo a base de dados, experiências, bibliotecas,
etc. O mesmo está já a acontecer com as pessoas
em estabelecimentos escolares, comerciais e industriais [24].
Índice da tese ----
Página principal do Read Ciências