Enrico Fermi nasceu em Roma em 1901 e morreu de cancro em 1954. Foi um dos poucos físicos da era moderna a combinar a teoria com a experiência.

Doutorou-se em Pisa. Após alguns anos na Alemanha, regressou à Universidade de Roma, onde, em 1926, se dedicou à mecânica estatística de partículas que obedecem ao princípio de exclusão de Pauli, como os electrões. O resultado é a chamada estatística de Fermi-Dirac, uma vez que Dirac chegou independentemente às mesmas conclusões. Em 1933 Fermi introduziu o conceito de interacção fraca, que em conjunto com o recém postulado neutrino, entrariam na teoria do decaimento beta. Juntamente com um grupo de colaboradores, Fermi começou uma série de experiências em que foram produzidos artificialmente núcleos radioactivos, pelo bombardeamento com neutrões de vários elementos. Alguns dos seus resultados sugeriram a formação de elementos transuranianos. De facto, o que eles observaram, e que mais tarde foi comprovado por Hahn, foi a cisão nuclear. Em 1938 Fermi recebeu o Prémio Nobel da Física por este trabalho.

Foi então para os E.U.A., onde viria a participar no projecto Manhattan. Dirigiu o projecto de construção do primeiro reactor nuclear na Universidade de Chicago. Depois da Guerra, Fermi dedicou-se à Física das partículas, a que deu contribuições importantes.

O elemento de número atómico 100, descoberto um ano após a sua morte recebeu o nome de Férmio, em sua honra.