Químico inglês, nascido perto de Lancaster a 18 de Janeiro de 1825. Morreu em Golaa, na Noruega, a 9 de Agosto de 1899. Trabalhou na teoria dos equivalentes químicos, descobriu os compostos organometálicos, e, com Sir Joseph Lockyer, descobriu o hélio no Sol.

Em 1845 Frankland entrou para o laboratório de Lyon Playfair como assistente farmacêutico. Mais tarde trabalhou com Robert Bunsen em Marburg. Em 1847 recebeu o grau de mestre em Queenwood School. Em 1851 foi nomeado primeiro professor de Química em Owens College, Manchester, leitor em Química no Hospital de Saint Bartholomew em Londres, em 1857, professor de Química no Royal Institution em 1863, e o sucessor de A. W. Hofmann na Royal School of Mines, onde permaneceu de 1865 até 1885.

Em 1850 Frankland anunciou a preparação de compostos organometálicos, como o dimetil zinco e o dietil zinco. Estudos posteriores levaram este cientista inglês ao importante conceito de ligações atómicas - uma teoria de valência que durante muitos anos teve uma profunda influência no pensamento químico. Foi também um estudioso da química alimentar, análises de água, purificação de esgotos e prevenção da poluição da água. Interessado na espectroscopia, uma ciência na sua infância naquela época, Frankland colaborou com Lockyer na descoberta, em 1868, de um novo elemento no Sol e a que eles chamaram "hélio"; este foi em 1895 identificado na Terra por Sir William Ramsay. Frankland recebeu a medalha Copley em 1894 e foi armado cavaleiro em 1897.