Químico alemão nascido em Riga a 2 de Setembro de 1853 e falecido em Grossbothem, Alemanha, a 4 de Abril de 1932.

Formou-se na Universidade de Dorpat e tornou-se assistente de Física, em 1875, na Universidade de Riga. Em 1877 foi nomeado director do Physicochemical Institute em Leipzig. Ostwald, um pioneiro na área de físico-química, tendo defendido vigorosamente a teoria de dissociação electrolítica de S. A. Arrhenius. A contribuição de Ostwald para esta teoria baseou-se no estudo das constantes de afinidade de ácidos e bases, e das velocidades de reacção. Fundou o Journal of Physical Chemistry em 1887, inventou o viscosímetro de Ostwald e, em 1900, desenvolveu o processo Ostwald-Brauer para o fabrico de ácido nítrico a partir da amónia, usando como catalisador a platina. Mais tarde foi possível, pelo processo de Haber-Bosh, tornar a produção de amónia mais económica. Pela combinação dos processos de Haber e Ostwald a Alemanha pôde sintetizar explosivos para a Primeira Guerra Mundial. Desde então estes processos são usados a nível mundial tanto para produzir explosivos como fertilizantes.

Em Leipzig foi construído um laboratório especial para Ostwald, ao qual acorriam estudantes de todo o mundo para estudar a nova ciência - Química-física. Por este laboratório passaram os melhores professores e investigadores das décadas seguintes.

Para além da sua carreira científica, Ostwald tentou desenvolver uma linguagem universal, tendo sido também pintor. Esta última actividade conduziu-o ao desenvolvimento da Química da cor.

Em 1909 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Química pelo seu trabalho em catálise, equilíbrio químico e velocidades de reacção. Publicou, sob o nome de Ostwald´s Klassiker, cerca de duzentas traduções em alemão de artigos relacionados com a Química e a Física.