Físico francês, cujo nome de solteiro era Jean Frédéric Joliot, nasceu em Paris a 19 de Março de 1900 e morreu em Paris a 14 de Agosto de 1958.

Licenciou-se na École de Physique et de Chimie, em Paris, em 1923. Em 1925, tornou-se assistente de Marie Curie no Instituto do Rádio. No ano seguinte casou com a filha desta, Irène Curie. Adoptaram a combinação Joliot-Curie, no nome do casal. Ganharam juntos o Prémio Nobel da Química em 1935, pela descoberta do modo de tornar certas substâncias radioactivas artificialmente. Jean Frédéric foi nomeado professor do Collège de France em 1937. Em 1939 foi capitão da Artilharia Francesa, chefiando todas as experiências com rádio. Em 1940, com Irène, colaborou no estudo de reacções em cadeia de cisão nuclear.

Durante a ocupação da França pelas tropas alemãs na Segunda Guerra Mundial continuou o seu trabalho, tornando-se uma figura importante no movimento de resistência da Universidade de Paris. Em 1946 o General Charles de Gaulle nomeou-o Alto Comissário da Energia Atómica e foi o delegado francês para a Comissão das Nações Unidas da Energia Atómica, em Nova York. Em 1948 anunciou a descoberta de uma nova partícula do núcleo atómico chamada "mesatrão lambda". Inscreveu-se no Partido Comunista Francês em 1940, e devido às suas convicções políticas, foi forçado a demitir-se, em Abril de 1950, do cargo de Alto Comissário Francês da Enegia Atómica. Em 1951 recebeu o Prémio da Paz Estaline, atribuído pela União Soviética. Em 1956 Joliot-Curie tornou-se membro do Comité Central do Partido Comunista Francês, e no mesmo ano foi nomeado professor de Física Nuclear.