Hidrogénio: Isótopos


Deutério

Em 1927 Aston obteve, por espectrometria de massa, o valor de 1,00778 para a massa atómica do hidrogénio. Sentiu-se, na altura, que a concordância deste valor com o obtido pelos químicos era suficiente para que se não suspeitasse da existência de outros isótopos do hidrogénio. No entanto, em 1929, mostrou-se que o oxigénio consistia em três isótopos diferentes com números de massa 16, 17 e 18. Consequentes correcções na massa atómica do oxigénio induziram a alterações na do hidrogénio obtida por processos químicos. Um ligeiro aumento deste valor levou os cientistas a adiantarem a hipótese da existência de um novo isótopo de número de massa 2 e massa atómica 2,0147, na proporção de 1 para 5000. Urey procurou então fazer a separação deste isótopo fraccionando hidrogénio líquido. Pela análise espectral do resíduo de fraccionamento de uma grande quantidade de hidrogénio líquido, foi possível provar a existência do deutério. Posteriormente, G. N. Lewis conseguiu isolar 1ml de água pesada (D2O). As propriedades físicas desta água diferiam das da água vulgar.

O deutério tem actualmente aplicações diversas que passam pela sua utilização em RMN (espectroscopia de ressonância magnética nuclear) ou na obtenção de energia através de fusão nuclear.