Boro


História

Desde os Babilónios, há cerca de 6000 anos, que são conhecidos compostos de boro. Há também evidência que os Egípcios, Chineses, Tibetanos e Árabes usaram estes materiais. Os Árabes usaram a expressão baurach para uma família de materiais que incluíam o agora familiar boráx.

No entanto, o boro elementar só passou a ser conhecido no princípio do século XIX (1807), quando Sir Humphrey Davy, Gay-Lussac e Tenhard preparam boro pela redução do trióxido de boro com potássio e pela electrólise do ácido bórico humedecido. Através destes métodos, conseguiram-se produtos com uma pureza de 50 %.

Cinquenta anos depois, obtiveram-se produtos de boro impuros, que se assemelhavam ao diamante e à grafite. Estes primeiros eram principalmente boreto de alumínio (AlB12), enquanto a variedade que se assemelhava à grafite era um complexo de boro-alumínio-carbono. Mais tarde, conseguiu-se boro com um grau de pureza muito maior (até cerca de 90 %), através da redução do trióxido bórico com magnésio. O produto é castanho claro e é considerado amorfo.

Só se levantou interesse em redor do boro no séc XX quando se descobriu que formava uma grande variedade de compostos invulgares e complexos. Foi já na segunda metade deste século que as suas propriedades físicas e químicas foram determinadas. Estas medições só foram possíveis graças à produção de boro ultra-puro por electrólise e métodos de deposição de vapor.