Nitrogénio


Acção Biológica

A bioquímica dos compostos de nitrogénio subentende a complexa análise da química das proteínas. Existem genericamente três grandes classes de proteínas: as proteínas que ocorrem naturalmente (albumina, globulina, albuminóides, protaminas etc.), as proteínas conjugadas, ou seja, combinações de proteínas com outras substâncias (nucleoproteínas, glicoproteínas, fosfoproteínas, cromoproteínas ou lipoproteínas); e ainda as proteínas derivadas, formadas a partir da hidrólise de uma molécula proteica (metaproteínas, peptona, proteínas coaguladas etc.). Algumas enzimas também contêm azoto.

A "fixação do nitrogénio" é o nome dado a qualquer processo em que o azoto livre se combina com outros elementos, dando origem a compostos de azoto. Esta "fixação" pode ser feita quimicamente ou através de certas bactérias, como por exemplo azotobacter chroococcum e clostridium pasteurianum. Na Natureza surgem processos de "fixação do azoto", por acção cooperativa entre bactérias e certas plantas como as ervilhas, os feijões ou o trevo.

O ciclo do nitrogénio pressupõe que os animais obtenham o azoto através da ingestão de proteínas, quer animais quer vegetais. As plantas sintetizam as suas proteínas a partir dos compostos inorgânicos do solo. Podem também absorver nitrogénio livre na atmosfera por intermédio de algumas bactérias existentes nos solos.

Quando os animais são expostos a altas pressões atmosféricas, há uma parcela considerável de nitrogénio que se dissolve no sangue ou noutros fluidos do corpo. Se a pressão diminui drasticamente, o nitrogénio dissolvido forma pequenas bolhas, que vagueando livremente nos líquidos corporais podem causar paralisias, desmaios, dores nos músculos e articulações e, eventualmente, a morte. Estes sintomas podem ser evitados se se fizer uma descompressão lenta.

Nos organismos vivos, a concentração média de nitrogénio é 16 %, enquanto a sua abundância natural é de cerca de 0,3 partes por 1000.