Crómio


Em 1782, J. G. Legmann, numa carta ao naturalista G. L. L. de Buffon, descreveu um novo mineral proveniente da Sibéria, e que agora sabemos ser crocoite (cromato de chumbo). Nem L. N. Vauquelin, nem Macquart, em 1789, descobriram nenhum novo elemento no minério, tendo os seus testes apenas revelado chumbo, ferro, alumina e uma grande quantidade de oxigénio. Contudo, em 1797, Vauquelin reexaminou o mineral e concluiu que o chumbo tinha que estar combinado com um composto que considerou ser um óxido de um novo metal. Chamou-lhe "crómio" (do grego "chromos" que significa "cor"), uma vez que todos os seus compostos eram coloridos. Um ano mais tarde, isolou o metal aquecendo óxido de crómio (Cr2O3) e carvão. Em 1893, Moissan reduziu óxido de crómio com carvão num fornalha eléctrica, e em 1898, Goldschmidt obteve crómio sem vestígios de carbono ao reduzir Cr2O3 com alumínio.