Selénio


O selénio foi identificado pela primeira vez em 1817 por John Jacob Berzelius, professor de química em Estocolmo. Berzelius e o seu colega J. G. Gahn estavam a investigar um método de produção de ácido sulfúrico em câmaras de chumbo quando observaram a existência de resíduos de uma substância com um odor muito intenso no fundo da câmara de chumbo. A princípio pensaram tratar-se de telúrio. Uma análise mais cuidadosa mostrou que não havia vestígios deste elemento, apesar de as suas propriedades serem idênticas. A esta nova substância foi dado o nome de selénio, termo que deriva do grego selene (Lua), por analogia com o do telúrio, cujo nome deriva de tellus (Terra).

Durante muitos anos, o selénio permaneceu apenas uma curiosidade de laboratório, pois não se lhe conhecia nenhuma aplicação prática. Finalmente, em 1873, Willoughby Smith descobriu que a resistência eléctrica do selénio diminui com o aumento da intensidade de luz incidente. Esta descoberta permitiu desenvolver as células fotoeléctricas e outros dispositivos eléctricos sensores de luz.