Bromo


História

O bromo foi descoberto por dois investigadores em trabalhos independentes. No Outono de 1825, o estudante K. Löwig levou um frasco com um líquido avermelhado e um odor muito desagradável ao laboratório de Medicina e Química de L. Gemlin, na Universidade de Heidelberg. Löwig contou que havia tratado o líquido, de origem mineral, com cloro gasoso e que este adquiriu a cor vermelha, desconhecendo a causa de tal fenómeno. A substância responsável pela cor do líquido foi extraída com o auxílio de éter, resultando um líquido róseo. Este viria precisamente a ser reconhecido como bromo.

Quase simultaneamente, A. Balard, que trabalhava numa escola de Farmácia em Montpellier, isolou uma substância com as mesmas características do líquido obtido por Löwig. Inicialmente pensou tratar-se de um composto de cloro com iodo. No entanto, como não conseguiu isolar este composto, adiantou a hipótese de se tratar de um novo elemento químico até então desconhecido. Balard resolveu chamar-lhe "murido", procedente da palavra latina "muria", que significa salmoura.

O nome definitivo de bromo só seria dado mais tarde, quando foi comprovada a descoberta do elemento, em Agosto de 1826. O nome bromo deriva da palavra grega bromos que significa hediondo, devido ao seu odor desagradável.