Molibdénio


O molibdénio vai buscar o seu nome à palavra utilizada pelos gregos, molybdos, para a galena e outros minérios de chumbo. Até ao meio do século XVIII, supunha-se que o mineral molibdite ou molibdenite era idêntico à grafite, então conhecida por "plumbago" ou "chumbo preto". Em 1778 K. W. Scheele, no seu Treatise on Molybdena, mostrou que, ao contrário da grafite, a molibdenite formava uma "terra branca peculiar" quando tratada com ácido nítrico. Provou que tinha propriedades ácidas e chamou-lhe "acidum molybdenae", isto é, ácido molibdénico. Considerou também correctamente que o mineral molibdenite era um sulfito de molibdénio. Mais tarde, em 1782, P. J. Hjelm isolou o elemento na forma de um pó metálico aquecendo ácido molibdénico com carvão. Em 1893, dois químicos germânicos obtiveram o metal com um grau de pureza de 96% e, no ano seguinte, Henri Moissan atingiu os 99,98% por redução do elemento num forno eléctrico. O primeiro registo de uma liga feita com molibdénio data de 1894.