Ródio


História

O ródio foi descoberto, em 1804, por W. H. Wollaston, que então trabalhava em Londres. Wollaston fez uma sociedade com Smithson Tennant, em 1800, como o objectivo de desenvolver e aperfeiçoar a tecnologia de refinação de platina. A um dos carregamentos de platina nativa dissolvida em aqua regia, oriunda da América do Sul, foi aplicado um elaborado tratamento. Adicionou-se cianeto de mercúrio, removeu-se o precipitado criado e evaporou-se a solução resultante. Os resíduos foram lavados com alcool, permanecendo um material vermelho escuro que se provou ser constituído por um composto de sódio e um sal de um novo metal. Esse sal seria hoje conhecido como clororodite de sódio (Na3RhCl6.18H2O). Este sal foi aquecido com hidrogénio e lavado com água para remover o cloreto de sódio. O resíduo resultante foi pó de ródio.

Wollaston escolheu o nome de ródio (do grego rhodon que significa rosa) devido à cor do cloreto RhCl3 e das respectivas soluções aquosas.

Em 1885, Le Châtelier desenvolveu o primeiro termopar de ródio-platina, seguindo uma sugestão de Becquerel quanto à possibilidade de usar o efeito termoeléctrico do ródio para medir temperaturas.