Iodo


O iodo foi descoberto em Maio de 1811, pelo químico francês, Bernard Courtois, que estava encarregado de produzir nitrato de potássio para os exércitos de Napoleão. O processo de Courtois consistia na conversão de nitrato de cálcio, oriundo de depósitos de salitre, em nitrato de potássio, por intermédio da potassa. Esta era obtida a partir das cinzas de algas marinhas. Courtois verificou que quando lavava essas cinzas com ácido sulfúrico, para extrair certas impurezas, surgia um leve fumo que se condensava nos instrumentos de cobre, corroendo-os. Posteriormente observou a formação de um precipitado, que ao ser aquecido dava origem a um vapor de cor violeta. As propriedades desta nova substância foram primeiro investigadas por F. Clement e J. B. Desormes e posteriormente por Gay-Lussac, que a identificou como um novo elemento. Gay-Lussac chamou-lhe iodo, que deriva da palavra grega para violeta.

Desde a sua descoberta que o iodo tem vindo a contribuir para o desenvolvimento da tecnologia química. Destacam-se as pesquisas de Hofmann em química orgânica sintética, bem como as de Williamson, Wurtz e Grignard, em meados no século XIX.