Cério


Acção Biológica

A maior parte dos estudos biológicos, bioquímicos, farmacológicos e toxicológicos do cério foram realizados em pequenos animais como ratos, ratazanas e cobaias.

A administração oral de cério e seus compostos tem um efeito praticamente nulo. Isto deve-se principalmente ao facto de o cério praticamente não ser absorvido pelo corpo. No entanto, a injecção subcutânea viabiliza essa absorção, depositando-se cerca de 50% do cério no figado, 25% no esqueleto, e levando a sua eliminação de 15 dias a 14 meses. O cério produz granulomas pela injecção intradérmica. A administração intraperitoneal em concentrações da ordem de 0.1% durante cerca de 90 dias não tem efeito visível no fígado. A inalação de óxido ou fluoreto de cério induz a formação de granulomas nos pulmões. O cloreto de cério, bem como o nitrato de amónio cério, estimula a secreção gástrica quando ingerido em pequenas doses, mas tem o efeito contrário quando em doses exageradas.

O cério, bem como todas as outras terras raras, diminui a pressão sanguínea a actua como agente anticoagulante. As terras raras têm uma diminuta taxa de toxicidade aguda.