Érbio


História

Em 1794, J. Gadolin descobriu um novo elemento num mineral preto e pesado, a gadolinite, que havia encontrado em Ytterby, na Suécia. Conseguiu obter 38% do novo óxido a partir deste mineral. Este novo óxido foi chamado "yttria" e isolado posteriormente a partir de outros minerais. Em 1842, C. G. Mosander descobriu que este óxido era complexo e podia ser separado em três fracções - à mais básica chamou "yttria" e a menos básica "érbia" e ao intermédio "térbia". Todos estes nomes foram dados a partir da cidade de Ytterby, na Suécia, perto da qual o primeiro mineral, que dava sais incolores, foi descoberto; o érbia era amarelo alaranjado originando igualmente sais incolores enquanto que térbia era branca e originava sais cor de rosa.

Os resultados de Mosander foram confirmados por outros químicos mas durante este período inicial da química das terras raras os nomes érbia e térbia foram confundidos de forma que térbia se passou a chamar érbia a partir de 1860 e a sua érbia passou a térbia em 1877. Mais tarde, verificou-se que a fracção intermédia de Mosander, chamada érbia, era complexa e podia ser separada numa mistura de 5 óxidos: érbia (róseo), escândia (branco), holmia (castanho), túlia (branco) e itérbia (branco).

Em 1905, G. Urbain e C. James conseguiram independentemente isolar érbia bastante puro. O elemento, na sua forma metálica, foi obtido em pó misturado com cloreto de potássio por W. Klemm e H. Bommer em 1934 por redução do cloreto anidro com vapor de potássio. Nos finais dos anos 40 e princípio da década de 50, desenvolveram-se métodos de separação por intermédio de processos automáticos de fraccionamento. Actualmente, utilizam-se técnicas de trocas iónicas para preparar érbia puro, o que permitiu a obtenção de quantidades da ordem da tonelada com elevado grau de pureza.