Tântalo


Em 1801, C. Hatchett ao analisar alguns minerais de crómio de Conecticut encontrou um minério desconhecido na altura. Chamou ao mineral "columbite", e ao elemento "columbio", uma vez que tinha sido descoberto a partir de um minério americano. Um ano mais tarde, em 1802, A. G. Ekeberg descobriu um novo elemento em minerais finlandeses semelhantes à columbite ao qual deu o nome de "tântalo". Esta denominação deriva do deus Tantalo, da mitologia grega, em alusão à enorme dificuldade que encontrou na dissolução o mineral em ácidos. Em 1844, H. Rose encontrou dois novos elementos numa amostra de columbite de Bodenmais. Um era semelhante ao tântalo de Ekeberg. Ao outro chamou "nióbio", em honra de Niobe, filha mitológica de Tantalo e deusa das lágrimas. A distinção entre o tântalo e o nióbio foi inequivocamente efectuada por Sainte-Claire Deville e por Troost, que determinaram as fórmulas de alguns dos seus compostos. O columbio de Hatchett era provavelmente uma mistura destes dois elementos, embora o termo tenha sido posteriormente usado como sinónimo de "nióbio".