Irídio


História

O irídio foi descoberto em 1804 por Smithson Ténnant em resíduos insolúveis de minérios de platina. Tennant tinha feito uma sociedade com W. H. Wollaston, em 1800, com o objectivo de desenvolver e aperfeiçoar a tecnologia de refinação de platina a partir de platina nativa oriunda da América do Sul. Sabia-se que a platina nativa se dissolvia em aqua regia, à excepção de um resíduo preto que se julgava ser grafite. No verão de 1803, Tennant iniciou o estudo deste material, que viria a culminar com a descoberta do irídio e do ósmio.

Quase simultaneamente, em França, L. N. Vauquelin e A. E. de Fourcroy, trabalhavam com o mesmo resíduo preto, propondo, em Outubro de 1803, a existência de um novo metal. Estas observações foram corroboradas por H.V. Collet-Descotiles.

Embora Tennant deva aos investigadores franceses, o seu trabalho foi preponderante na discriminação do íridio e do ródio.

O írídio é um metal precioso. É o mais denso que se conhece e o que apresenta maior resistência à corrosão. É notável pela sua resistência mecânica e pelo elevado valor do seu módulo de elasticidade (o segundo entre todos os metais, logo a seguir ao ósmio). É duro e frágil, embora se trabalhe com relativa facilidade entre os 1200 ºC e 1500 ºC.

O seu nome deriva do grego "Iris" (arco-íris), devido às cores variadas dos seus compostos.