Tálio


História

O tálio foi descoberto em 1861 por Sir William Crookes, através de técnicas espectroscópicas, quando procurava telúrio, nos resíduos de algumas plantas. Sir Crookes encontrou, no espectro dos ácidos retirados dessas plantas, uma risca verde, até então desconhecida, adiantando a hipótese de se tratar de um novo elemento. A risca verde-clara fez lembrar a Crookes, a cor da vegetação na Primavera. Por isso, baptizou este novo elemento de "tálio", que deriva da palavra latina thallus, que significa "rebento". Ainda nesse ano, Crookes conseguiu isolar uma pequena quantidade de tálio metálico, que expôs num encontro internacional em Londres, em 1862.

O professor francês Lamy também identificou o novo elemento pelas mesmas técnicas espectroscópicas de Crookes.

Inicialmente pensava-se que o tálio pertencia à família do enxofre. No entanto, rapidamente se verificou que possuía propriedades semelhantes às do chumbo, mercúrio e alumínio, atribuindo-se a sua posição correcta na tabela periódica, no grupo IIIA.