Tório


História

Em 1815, o químico sueco J. J. Berzelius, obteve um material que considerou ser uma nova "terra". Resolveu então denominar o respectivo metal em honra do antigo deus escandinavo Thor. No entanto, em 1824, Berzelius demonstrou que este novo material mais não era que o fosfato do já conhecido ítrio. Quatro anos mais tarde, H.M.T. Esmark descobriu um mineral negro na ilha de Lovo, perto de Brevig, na Noruega. Deu uma amostra deste material a seu pai, o notável mineralogista Jens Esmark. No entanto, este não foi capaz de o identificar como um mineral até então conhecido. Enviou então uma amostra a Berzelius para que este a examinasse. A análise química deste mineral revelou que este continha quase 60% de uma nova terra, que Berzelius considerou ser distinta de todas as outras conhecidas. Denominou este mineral de "thorite" e ao óxido do novo elemento chamou "thoria", minimizando assim o engano ocorrido em 1815. A descoberta do tório foi formalmente apresentada por Berzelius numa publicação de 1829. Este cientista preparou, ainda nesse ano, o tório na forma metálica, por intermédio do aquecimento, num tubo de vidro, de uma mistura do metal potássio com fluoreto de tório.

O interesse neste elemento e seus compostos limitou-se essencialmente à área académica até que, em 1884, Auer von Welsbach desenvolveu e patenteou um sistema de iluminação cujo principal ingrediente era o óxido de tório. O advento da luz eléctrica relegou novamente o tório para um plano secundário, até à década de 40. Com o desenvolvimento da energia atómica, o tório reassumiu um papel importante devido às propriedades nucleares dos seus átomos.