Cúrio


História

No Verão de 1944, G. T. Seaborg, R. A. James e A. Ghiorso prepararam, em Chicago, o fraccionamento químico de uma amostra de plutónio que havia sido irradiada com iões de hélio de 32 MeV na Universidade de Califórnia. Na sequência desta experiência foi detectada uma fonte de radioactividade, que emitia partículas alfa de 4,7 MeV e que era quimicamente separável do neptúnio e do plutónio. Esta actividade foi atribuída ao isótopo de um novo elemento de número atómico 96 a que foi dado o nome de cúrio, em homenagem aos brilhantes feitos do casal Curie no campo da radioactividade.

Somente em 1947 foi possível isolar cúrio em quantidades visíveis. Os físicos L. B. Werner e I. Perlman trabalhando no Laboratório da Radiação em Berkeley (Universidade da Califórnia) obtiveram cerca de 30 microgramas do isótopo Cm 242 na forma de hidróxido puro.

A estrutura cristalina e o ponto de fusão do metal cúrio foram determinados em 1964 por B. B. Cunningham e J. C. Wallmann.