Mendelévio


História

O elemento 101 foi sintetizado pela primeira vez, em 1955, no Laboratório de Radiação na Universidade da Califórnia em Berkeley. Numa experiência levada a cabo por A. Ghiorso, B.G. Harvey, G.R. Choppin, S.G. Thompson e G.T. Seaborg, procedeu-se à irradiação de uma pequena amostra de einstânio com iões de hélio de 41 MeV, tendo-se observado um isótopo de número de massa 256 para o elemento 101.

O conjunto das experiências envolvidas merece uma referência quer pela diminuta dimensão da amostra irradiada (Es 253) e consequentemente do produto obtido, quer pelas novas técnicas de irradiação envolvidas. Inicialmente não foi detectada qualquer actividade de partículas alfa que pudesse indiciar a presença do elemento 101; no entanto, observou-se esporadicamente a fissão espontânea de férmio e de fracções de um novo elemento que se viria a provar, em experiências subsequentes, ser o 101. Baseando-se nesta evidência, ainda que indirecta, os investigadores anunciaram a descoberta do elemento 101, sugerindo o nome de mendelévio, em honra a Dimitri Mendeleev. Originalmente, o símbolo do mendelévio era Mv sendo mais tarde alterado para o actual Md.

Existem registos da produção de isótopos de mendelévio na ex-U.S.S.R por intermédio de reacções com iões pesados.

Em 1967 foi feito o anúncio da descoberta do Md 258, com uma meia vida de cerca de dois meses, sendo a mais elevada dos isótopos de mendelévio.