O Sistema Periódico


Classificação de Mendeleev

Em 1869, o distinto químico russo Mendeleev, desconhecedor dos trabalhos de Newlands e da sua Lei das Oitavas, descobriu uma relação importante entre o peso atómico dos elementos e as suas propriedades físicas e químicas. Este facto levou-o a organizar um quadro em que os elementos estavam dispostos por ordem crescente do peso atómico, possuindo em cada coluna propriedades químicas análogas.

Para que a regularidade se verificasse, Mendeleev teve de admitir que o peso atómico de alguns elementos estava mal determinado. Para ser mantida a ideia de periodicidade, a posição de alguns elementos não correspondia à que lhes competia, de acordo com o peso atómico determinado pelos químicos da época, principalmente pelo método analítico de Canizzaro.

Mendeleev teve também que assumir que a posição relativa de alguns elementos deveria ser alterada. Assim, por exemplo, o telúrio deveria ser colocado antes do iodo, embora o peso atómico do telúrio seja 128 e o do iodo 127. Assinalou também as inversões de outros pares de elementos como árgon e potássio, cobalto e níquel, e tório e protactínio.

Na data em que Mendeleev elaborou o seu quadro periódico alguns elementos estavam ainda por descobrir, pelo que deixou os seus lugares vagos. É o caso dos elementos análogos ao alumínio e ao silício mas com pesos atómicos entre 65 e 75. Estes elementos foram descobertos pouco tempo depois e denominados gálio e germânio, respectivamente .

As previsões de Mendeleev foram todas verificadas. No que respeita aos pesos atómicos mal determinados, concluiu-se que elementos como o ítrio, o índio, o disprósio, o cério, o érbio, o lantânio, o tório ou o urânio estavam mal determinados. Por outro lado foram-se descobrindo sucessivamente todos os elementos que faltavam no quadro periódico de Mendeleev. As inversões assinaladas por este químico mantiveram-se, tendo s ido explicada, posteriormente, esta aparente anomalia.

No quadro periódico de Mendeleev, actualizado, a que também se chama tabela periódica, atribui-se um número de ordem a cada elemento, designado por número atómico, e que corresponde ao número de electrões do átomo neut ro do elemento e como tal é igual ao número de protões presentes no seu núcleo.