DEPARTAMENTO DE ANTROPOLOGIA da
UNIVERSIDADE DE COIMBRA
MESTRADO EM EVOLUÇÃO HUMANA
Trabalho de
ETOLOGIA

ESCOLHA DE PARCEIRO(A): PAIXÃO, RAZÃO E BIOLOGIA

Maria Jacinta A. Ferreira d’Almeida Paiva

Coimbra, Setembro de 1998

INTRODUÇÃO

Paixão? Talvez haja uma razão mais oculta para a escolha de cada parceiro, que não nos distingue muito das outras espécies.

Selecção sexual: a sua teorização remonta a Darwin em "The Descent of Man and Selection in Relation to Sex". Nesta obra ele preconiza que a selecção sexual toma forma na aparência física das diferentes populações humanas (Frost 1998). Darwin considerava assim a selecção sexual como um caso particular da selecção natural, percebendo-se assim porque certos indivíduos de uma espécie, apresentam vantagem sobre outros do mesmo sexo e espécie no que toca ao acasalamento.

É de notar que essas vantagens podem inclusivamente ser contrárias à sobrevivência do indivíduo; basta que para isso pensemos nas cores berrantes de certas aves, nas longas caudas dos pavões… elas desenvolveram-se porque as fêmeas assim o preferiram, mas constituem um handicap para o indivíduo, na medida em que o tornam facilmente predável. No entanto, apesar de uma possível curta vida, estes indivíduos reproduzem-se mais, perpetuando os seus genes, pelo que a contradição é só aparente (Møller 1997).

A este propósito podemos repensar de uma forma sucinta quais os mecanismos que sugerem a selecção sexual: competição entre indivíduos do sexo que escolhe (normalmente os machos pela posse das fêmeas) e a escolha de companheiro pelo sexo escolhido (normalmente as fêmeas).

Não se pretende pensar a beleza em termos de conceito abstracto e filosófico mas antes em termos de padrões de beleza.

Já Darwin após ter postulado e reconhecido que havia selecção sexual como caso particular da selecção natural pensou em padrões de beleza que, a existirem, servirão para justificar alguma uniformidade de escolhas de parceiros. O próprio Darwin tentou estudar estes padrões mas a sua tarefa saiu gorada uma vez que partiu de um pressuposto etnocentrista: considerar padrão universal de beleza o modelo victoriano.

Só muito recentemente estes aspectos do comportamento humano mereceram estudo mais apurado e surgiram então trabalhos transculturalmente validados (Buss 1989) e (Jones 1995).

Podemos resumir alguns dos resultados destes estudos e ressaltar o seguinte: A percepção e valorização da beleza facial e corpórea é relativamente diferente para homens e mulheres embora dessas diferenças ressaltem aspectos que se podem considerar padronizados para ambos os sexos (Diamond 1995):

Homens preferem Mulheres…

Mulheres preferem Homens

Com queixo pequeno

Com queixo grande

Com lábios cheios

Com malares grandes

Relação cintura anca de 0,7

Aspecto forte

Pele lisa

Aspecto saudável

Simetria facial e do corpo

Corpo e cara simétrica

Tabela 1 - Síntese de padrões de preferência na escolha de parceiro (Diamond 1995).

Várias ilações evolutivas e comportamentais podem ser tiradas destes resultados que têm vindo sucessivamente a ser confirmados e validados.

Parece generalizada uma valorização da simetria facial e corpórea (Jones 1995). Note-se, desde tempos imemoriais, o recurso por parte das mulheres à maquilhagem e, mais recentemente, à cirurgia reconstrutiva por forma a corrigir assimetrias. Este aspecto cruzado com uma pele lisa, um cabelo lustroso remetem-nos para a juventude e esta juventude surge como sinónimo de sucesso reprodutivo para a mulher. Já para o homem, o aspecto saudável implica simetria e, por exemplo, resistência à doença - maior grau de imunocompetência (Gangestad 1993). Mas onde nos levam estas conclusões e estes estudos?

Tendo por base os resultados dos trabalhos já citados de David Buss (1989) e Jones (1995), poderíamos dizer que há uma lista de atributos a que homens e mulheres "recorrem" para a eleição do seu parceiro. Assim, os homens parecem privilegiar a beleza física e as mulheres os recursos materiais ou a capacidade de os provir, quando escolhem o seu parceiro. A beleza física é simbolizada pelos dados da tabela I (saúde, juventude, simetria facial e corpórea), e os recursos materiais são simbolizados na mesma tabela pela habilidade, saúde e imunocompetência (Diamond 1995) e (Møller 1997).

Chegados aqui surge o pretexto para o presente trabalho. A partir de um questionário onde se encontram descritos vários atributos, é pedido a homens e mulheres que procedam a uma seriação em termos de "grau de importância para a escolha de um(a) parceiro(a)", numa escala de 1 a 5. Basicamente, pensámos em testar se os resultados estariam de acordo com o esperado e verificado nos estudos já citados: os homens estariam "programados" para olhar prioritariamente para sinais exteriores, tais como a beleza física e as mulheres seriam mais sensíveis a características que signifiquem recursos materiais e protecção.

Numa segunda parte do inquérito são fornecidos perfis tipo de eventuais parceiros para homens e mulheres, sendo pedido que se eleja o parceiro mais de acordo com as suas preferências. De salientar que foi deixado um espaço em aberto para eventuais explicações que cada inquirido(a) quisesse fazer.

Descrição do estudo piloto

 

Convém frisar a expressão «piloto» no título deste capítulo. Com efeito, o «trabalho de campo» que se apresenta não é mais do que um pré-teste, de onde se podem tirar ilações interessantes com vista a um estudo mais profundo e de amostra mais representativa, onde, porventura, se minimizem as ameaças a algumas generalizações e conclusões.

Apesar da pequena amostra e de algumas debilidades técnicas (ver reformulação adiante) é curioso notar alguns pormenores interessantes e que, regra geral, estão em consonância com aspectos de estudos já realizados previamente.

O inquérito (apresentado em apêndice) foi passado em salas de aula, a alunos do ensino secundário e superior, tendo sido disponibilizados 10 minutos para o seu preenchimento. Também alguns professores preencheram os inquéritos (daí o pequeno número de indivíduos com mais de 30 anos).

Resultados

 

Foi estudada uma amostra de 210 indivíduos conforme o gráfico seguinte:

 

Gráfico 1 - População do estudo.

Os gráficos seguintes reflectem alguns dos resultados do inquérito. Fez-se um tratamento necessariamente simples, no contexto de um estudo piloto. Para facilitar a visualização e as ilações a tirar da leitura dos gráficos, repetem-se as perguntas do inquérito:

 

Gráfico 2 - Respostas às perguntas B1 a B20 em função do sexo.

Legenda:

B1. Beleza facial.

B2 .Beleza física.

B3. Tamanho (altura).

B4. Peso.

B5. Modo de andar.

B6. Modo de vestir.

B7. Inteligência

B8. Nível de escolaridade.

B9. Cultura.

B10. Recursos económicos.

B11. Família a que pertence.

B12. Grau cultural dos pais.

B13. Maneira de falar (sotaque, etc).

B14. Higiene pessoal.

B15. Cheiro.

B16. Local onde mora.

B17. Amigas(os) que tem.

B18. Passado vivencial.

B19. Passado sexual.

B20. Quantidade de pelos.

Gráfico 3 - Respostas às perguntas B1 a B20 em função do local de estudo.

Gráfico 4 - Respostas às perguntas B1 a B20 em função da idade (sexo masculino).

Gráfico 5 - Respostas às perguntas B1 a B20 em função da idade (sexo feminino).

Gráfico 6 - Pergunta final (sexo masculino).

Gráfico 7 - Pergunta final (sexo feminino).

 

Comentário aos resultados

O título deste sub-capítulo não é propositadamente «conclusões», porquanto o perfil do estudo tem inconsistências quer ao nível da validade interna (legitimidade das conclusões) quer ao nível da validade externa (generalização das conclusões) (Kerlinger 1980).

Destacamos de forma esquemática alguns dos resultados do estudo, acrescentando, num ou noutro caso, um pequeno comentário. Alguns dos itens seguintes suportam sugestões que serão avançadas no capítulo seguinte - reformulação do trabalho.

  1. População do estudo (Gráfico 1):

    1. De registar a baixa incidência de inquiridos na faixa «> de 30 anos». Por este facto as ilações tiradas para esta faixa de população são particularmente arriscadas.
    2. Era mais interessante contar com igual número de rapazes e raparigas assim como número equivalente das três populações escolares. Tal facto não foi possível por se ter de contar com a generosidade de quem colaborou no inquérito no tempo útil para a realização do trabalho.

     

  2. Respostas de B1 a B20:

    1. Antes de evidenciar característica de grupos específicos (sexo, idade, etc), há que registar algumas observações de carácter geral.

      1. Nenhuma pergunta obtém uma resposta de carácter declaradamente «nada importante» (o valor mais baixo atingido é 1,7 em B12).
      2. Há um lote de perguntas muito significativo com parâmetros médios de natureza «razoavelmente importante». A pergunta B14 (higiene pessoal) assume o record de pontuação (algo de coerente na nossa cultura, mas que não esperávamos em tão grande escala).
      3. O aspecto «inteligência» é salientemente destacado por indivíduos de ambos os sexos.
      4. O aspecto do Gráfico 2 (razoavelmente nivelado) evidencia que um lote significativo de atributos do(a) parceiro(a) são tidos em conta.
      5. Aspectos como «grau cultural dos pais», «recursos económicos» e «família a que pertence» não são muito valorizados.

    2. Relação com o sexo (Gráfico 2).

      1. Não se registam nem muitas nem significativas diferenças em termos de sexo (Buss, 1989).
      2. Nota-se que alguns atributos de natureza física (B1, B2, B4 e B20) são mais importantes para rapazes do que para raparigas.
      3. Argumentos de natureza circunstancial e não físicos (como B16, B17 e B18) são mais intensos nas raparigas.

    3. Relação com o local de estudo (Gráfico 3).

      1. Não se verificam grandes discrepâncias quanto a esta variável.

    4. Relação com a idade (Gráficos 4 e 5). Excluem-se as ilações relativas às colunas amarelas (mais de 30 anos) pois representam menos de 9 indivíduos em cada um dos gráficos.

      1. Rapazes

        1. Aspectos mais psicológicos e circunstanciais parecem mais valorizados por rapazes mais jovens (ver B11, B12, B13, B16 e B17).
        2. Nota-se que as populações mais jovens valorizam mais globalmente todos os aspectos. Este ponto poderá estar relacionado liga-se com uma maior radicalidade característica de toda a adolescência? Possível pista para outro estudo.
      2. Raparigas

         

        1. Ao contrário dos rapazes, é aqui difícil vislumbrar grandes diferenças nas faixas de idade com amostras significativas. Este aspecto pode eventualmente cruzar-se bem com a precocidade das raparigas em termos de maturidade, que mais cedo atingem lógicas e critérios de raparigas mais velhas.

    5. Pergunta final (Gráficos 6 e 7)

      1. Preferência pelos factores afectivos mas com maior incidência nas raparigas (55%) do que nos rapazes (46%).
      2. Maior taxa de não resposta em raparigas. Raparigas mais indecisas? Destas cerca de 40 % refere no espaço para comentários que gostava de escolher diferentes parceiros tipo conforme a situação, isto é, a sua resposta variaria caso se tratasse de uma relação fortuita ou de uma relação duradoura. Este facto poderia remeter-nos para o aprofundamento de outras questões tais como estratégias reprodutivas mistas (Cavanagh 1996).
      3. Faixa de rapazes atraídos por parceira com atributos polarizados no corpo muito mais significativa (25%) do que faixa equivalente nas raparigas (5%). Curiosamente os rapazes não colocam a questão de poderem pensar numa relação fortuita ou permanente, mas também aqui estudos nesse sentido se poderiam revelar interessantes e a este propósito parece-nos interessante aqui reproduzir um gráfico obtido por Kate Cavanagh (Gráfico 8) que sugere pistas interessantes na percepção da beleza do parceiro quando se trata de relações extraconjugais ou de casal (Cavanagh 1996).

      Gráfico 8 - Beleza do parceiro em relações de casal ou extraconjugais (Cavanagh 1996).

    6. Comentários à pergunta final feitos pelos inquiridos

      1. A maioria dos comentários revela o desejo de um (esperado e propositadamente ausente) perfil que conjugasse as questões físicas e psicológicas.
      2. Cerca de 40 % dos elementos do sexo feminino referem cruzamentos de características não previstas, como, por exemplo, um perfil de universitário com poucas preocupações de aspecto mas com recursos económicos significativos.

Reformulação do instrumento de estudo e pistas para eventual continuidade do trabalho

Conforme já foi referido ao longo deste capítulo o estudo apresentado revelou-se de certo interesse (e gozo na sua aplicação - porque não escrevê-lo) mas não é mais do que o rastilho de um projecto.

A concepção do inquérito foi suportada por sugestões de natureza técnica (Bell 1987) e (Singly 1992) mas, mesmo assim, enfermou de algumas debilidades.

Apresentamos seguidamente uma lista de reformulações com base num juízo crítico sobre o estudo e em algumas das ilações tiradas dos resultados. Algumas das reformulações, por seu lado, eram conhecidas ab initio (como a ampliação e diversificação da amostra, por exemplo).

  1. Amostra.
    1. Ampliação da amostra (maior número de indivíduos).
    2. Aleatorização da amostra (mais equilíbrio rapazes/raparigas, por exemplo).
    3. Maior abrangência na faixa de idades.
    4. Maior abrangência de diferentes zonas do país.

  2. Variáveis

    1. Inclusão de uma variável «tem ou não pareciro(a) escolhido(a)».
    2. Exclusão do estado civil, porque o facto por exemplo de se ser casado pode condicionar a escolha do inquirido(a) ao que já "escolheu"(Singly 1992).
    3. Inclusão da variável «vive na cidade ou no campo» (amostra devia conter número equivalente de indivíduos nestas situações).
    4. Exclusão da variável escolaridade nos moldes em que foi feita (como o inquérito é passado em escolas a idade reflecte, grosso modo, a escolaridade).

     

  3. Instrumento de obtenção de informação.

    1. Era de ponderar outras estratégias de recolha de informação complementares, como a entrevista, por exemplo.
    2. Inquérito

      1. Coerência com as ideias reflectidas no ponto 2.
      2. Exclusão de alguns itens da questão B (como B13, B14, B18), maneira de falar, higiene pessoal e passado vivencial respectivamente. No que concerne a B13, o tipo de informação que dá é irrelevante para o estudo. Quanto a B14, o nosso objectivo era mais abrangente do que aquilo a que se deduz. Era interessante poder cruzá-la com o cheiro pessoal e abordar temáticas relacionadas com o odor, já focadas em vários estudos (Jutte 1995) e (Rikowski 1996). Já em relação a B18 era nosso objectivo que os inquiridos ponderassem todos os aspectos da vida do eventual parceiro vividos até aí e isso não foi bem entendido pela população do ensino secundário (houve necessidade de se proceder a uma explicação oral do significado da palavra "vivencial"). Aqui a reformulação passaria pela introdução de outro termo.
      3. Resposta à questão B numa tabela onde fosse mais enfatizada a questão da escala (a pessoa não responderia com um algarismo mas com uma cruz num segmento mais deslocado para a direita ou para a esquerda).
      4. Inclusão de figuras - de rostos humanos - para seleccionar alguns aspectos, tais como a simetria facial e a neotenia (Jones 1995), bem como a composição de uma face a partir de várias outras verdadeiras, (Pollard 1995) e (Jones 1997) por forma a aferir resultados aparentemente "universais", a escolha recai sobre a face composta. Ainda relativamente a figuras poder-se-iam apresentar imagens femininas e masculinas de corpo inteiro por forma a relacionar a escolha com o peso ou com a distribuição de gordura corporal por exemplo tal como fez Singh (1995) (Ellis 1997) (Male 1997). A questão C poderia igualmente ter sido feita com as variáveis (recursos económicos, aspecto, estrato social, etc) descriminadas e sujeitas também a uma escala de 1 a 5.

  4. Tratamento dos resultados.

    1. Cruzamento de mais variáveis (nível de escolaridade cruzado com sexo, por exemplo).
    2. Tratamento estatístico mais aprofundado (desvios padrão, etc) .
    3. Maior operacionalidade na recolha de informação no que toca aos comentários à questão C.

 

NOTAS FINAIS

 

Nenhum dos nossos ancestrais directos morreu sem deixar descendentes. Somos assim o produto do seu sucesso reprodutivo

Afinal talvez não sejamos tão racionais quanto queremos acreditar. Talvez as nossas escolhas amorosas não sejam fruto duma paixão maturada nos braços dum enamoramento racional. Talvez o cupido possa agir sob a forma de uma feromona, e a as escolhas de parceiro que fazemos não sejam mais do que anos e anos de selecção sexual a agir sobre nós, no sentido de nos perpetuarmos e reproduzirmos.

Perante tais ilações temos pelo menos três saídas possíveis: uma primeira que chamariamos «à Lady Ashley», contemporânea de Darwin, que a propósito dos seus postulados sobre a nossa ancestralidade dizia: "Espero que isso não seja verdade e a sê-lo, eventualmente, que nunca o saibamos". Outra postura pode ser a da fatalidade biológica de um destino a que os nossos genes nos subjugam. Finalmente, uma intermédia, de observador atento e interessado a que chamariamos de curiosidade perante os progressos da Ciência que estuda o comportamento, a Etologia. Esta remete-nos para um melhor conhecimento de nós e dos nossos limites que são em última instância os limites da própria Natureza.

Queiramos ou não somos diferentes e dimórficos. Os homens não possuem caninos salientes, não "matam" os seus pares, pela pose das fêmeas mas usam Hugo Boss e Armani. Também as mulheres não participam em rituais de acasalamento, mas recorrem à cosmética, à moda, aos perfumes para daí tirar o melhor partido da sua imagem. Poderíamos dizer que são apenas aspectos de uma sociedade moderna e nada têm a ver com selecção sexual, mas olhando o espólio arqueológico que nos chega é visível uma constante e ancestral preocupação com a beleza.

Quase que poderíamos falar em duas naturezas humanas, uma masculina e outra feminina (Buss 1994).

O estudo a que chamámos «piloto» confirma, de certa forma, trabalhos mais vastos e aprofundados, embora os resultados obtidos da população que envolvemos levantem véus de algumas especificidades cujo estudo mais aprofundado se poderia revestir de certo interesse.

Paixão, razão e biologia um três em um: a natureza humana. De facto é esta natureza que nos torna únicos e contudo tão semelhantes aos restantes animais. A nossa actividade psíquica assenta numa base incontestavelmente biológica, mas reduzi-la a isso era não pensar que somos realmente um ser singular.

 

BIBLIOGRAFIA

NOTA: Algumas referências estão necessariamente incompletas porque correspondem a locais da INTERNET onde as indicações bibliográficas ainda não estão normalizadas.

 

Bell, Judith, Doing your research project, Open University Press, Philadelphia, 1987. biblio 1 (Bell 1987)

Buss, D. M. 1989.Sex difference in human mate preferences: Evolutionary Hypothesis Tested in 37 Cultures. Behavioral and Brain Sciences, 12: 1-14). biblio 2 (Buss, 1989)

Buss, D.M. 1994. The evolution of desire: strategies of human mating. New York: Basic Books.
Cavanagh, Kate and Davies, Cliff. 1996. Do Humans Use a Mixed Reproductive Strategy? (www.psy.man.ac.uk/ResearchFolder/PostFold/DaviesPoster, extraído em 28-07-98). biblio 3 (Cavanagh 1996)

Diamond, Jed. 1995. Back to the Future, The evolution of sex, love, men and women. (http//inf-sys.home.vix.com/pub/menmag/backfutu.htm, extraído em 21-02-98) . biblio 4 (Diamond 1995)

Ellis, B.J. 1997. Male and female mate choice (http://www.massey.ac.nz/~i75202/lecture6/lecture6.htm, extraído em 22-07-98). biblio 5 (Ellis 1997)

Frost, Peter. 1998. Sexual Selecion and the Evolution of European Populations (http://humanitas.ucsb.edu/users/steen/CogWeb/Europeans.html, extraído em 28-05-98). biblio 6 (Frost 1998)

Gangestad, S. W. and Buss, D. M. 1993. Pathogen Prevalence and Human Mate Preferences. Ethology and Sociobiology, 14: 89-96). biblio 7 (Gangestad 1993)

Jones, Doug. 1995. Sexual Selecion, Physical Attractiveness and facial Neoteny. Current Anthropology, 36: 723-748). biblio 8 (Jones 1995)

Jones, Steve. 1997. A linguagem dos genes. Círculo de Leitores, Lisboa. biblio 9 (Jones 1997)

Jutte, M. A. 1995. Female Pheromones and Male Physiology (http://www.evolution.humb.univie.ac.at/institutes/urbanethology/student/html/astrid/astrid.html, extraído em 20-06-98). biblio 10 (Jutte 1995)

Kerlinger, F., Metodologia da Pesquisa em Ciências Sociais: um Tratamento Conceptual, São Paulo, E. P. V. , 1980. biblio 11 (Kerlinger 1980)

Møller, Anders Pape. 1997. Sexual selection and the biology of beauty (http://www.usnews.com/usenews/issue/970818/18male.htm, extraído em 11-06-98). biblio 12 (Møller 1997)

Pollard, J.S. 1995. Attractiveness of composite faces - a comparative study. Internat. J. copm. Psychol, 77 - 83.

 

Rikowski, Anja. 1996. Human Body Odour, Symmetry, and Attractiveness (http://www.humb.univie.ac.at/institutes/urbanethology/student/html/anja/anja.html, extraído em 20-06-98). biblio 13

Singly, François. 1992. L' Enquête et ses Méthodes: Le questionnaire, Nathan, Paris.. biblio 14 (Singly 1992)

 

APÊNDICE

Inquérito utilizado

Este conjunto de perguntas é estritamente confidencial. Agradecemos que colabore com seriedade e empenho. Obrigado!

A. Dados pessoais

(colocar uma cruz - X - na opção escolhida)

Sexo:

 Masculino

Feminino

Idade:

16-20 anos

21-30 anos.

Mais de 30 anos

Escolaridade:

menor do que 10º

11º ano

12º ano

superior a 12º

Estado Civil:

Solteira(o)

Casada(o)

Divorciada(o)

Viúva(o)

 

B. Atributos

As perguntas que se seguem têm todas o mesmo contexto:

QUAL A IMPORTÂNCIA QUE DÁ A CADA UM DOS ATRIBUTOS (CARACTERÍSTICAS) SEGUINTES NA ESCOLHA DE UM PARCEIRO (A)?

Indique, para cada questão, a opção correspondente numa escala de 1 a 5 (1- Nada Importante, 2- Pouco importante, 3- Razoavelmente importante, 4-Significativamente importante, 5- Muito importante).

Em cada item coloque um e um só número de 1 a 5.

 B1. Beleza facial.

 B2. Beleza física.

 B3. Tamanho (altura).

 B4. Peso.

 B5. Modo de andar.

 B6. Modo de vestir.

 B7. Inteligência

 B8. Nível de escolaridade.

 B9. Cultura.

 B10. Recursos económicos.

 B11. Família a que pertence.

 B12. Grau cultural dos pais.

 B13. Maneira de falar (sotaque, etc).

 B14. Higiene pessoal.

 B15. Cheiro.

 B16. Local onde mora.

 B17. Amigas(os) que tem.

 B18. Passado vivencial.

 B19. Passado sexual.

 B20. Quantidade de pelos.

C. Quem escolheria?

CF- Só para elementos do sexo feminino. Descrevem-se seguidamente perfis de 4 homens. Qual deles escolheira para seu parceiro?

 CF1- Homem de 30 anos, 9º ano de escolaridade, excelente salário, outros recursoso económicos, estatura média, bem vestido, frequentador de ambientes selectos.

 CF2- Homem de 30 anos, professor universitário, salário médio, sem outros recursoso económicos, pouco preocupado com o seu aspecto, estatura média.

 CF3- Homem de 30 anos, 9 º ano, atlético, extraordinariamente bonito, sem grandes recursos económicos, excelente aparência.

 CF4- Homem de 30 anos, 9º ano, estatura média, sem recursos económicos, aparência normal, afectuoso e compreensivo.

CM- Só para elementos do sexo masculino. Descrevem-se seguidamente perfis de 4 mulheres. Qual delas escolheira para sua parceira?

 CM1- Mulher de 30 anos, 9º ano de escolaridade, excelente salário, outros recursoso económicos, razoavelmente bonita, razoavelmente bem feita, bem vestida, frequentadora de ambientes selectos.

 CM2- Mulher de 30 anos, professora universitária, salário médio, sem outros recursoso económicos, pouco preocupada com o seu aspecto, beleza e corpo razoáveis.

 CM3- Mulher de 30 anos, 9 º ano, aparência de 20 anos, extraordinariamente bonita, corpo muito esbelto, sem grandes recursos económicos, excelente aparência.

 CM4- Mulher de 30 anos, 9º ano, razoavelmente bonita, razoavelmente bem feita, sem recursos económicos, aparência normal, afectuosa e compreensiva.

Se entender, poderá justificar a sua resposta à questão C:

Muito obrigada!