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DEPARTAMENTO DE ANTROPOLOGIA
da
UNIVERSIDADE DE COIMBRA |
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MESTRADO EM EVOLUÇÃO HUMANA |
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Trabalho de PRIMATOLOGIA |
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Qual o significado e pertinência de
Pan Paniscus poder ser Homo
Painscus?
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Maria Jacinta A. Ferreira d’Almeida Paiva
Coimbra, Fevereiro de 1998 |
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Índice
1. INTRODUÇÃO *
2. GENERALIDADES SOBRE A ESPÉCIE BONOBO *
3. PISTAS PARA A QUESTÃO LEVANTADA *
Particularidades morfológicas relativamente à outra espécie do género
Pan, Pan troglodytes.
*
Particularidades comportamentais e de organização social
*
Comportamento sexual
*
Evidências genético-moleculares
*
4. NOTAS FINAIS *
5. BIBLIOGRAFIA *
INTRODUÇÃO
«Perdidos na alma do calor húmido das florestas do Zaire,
formam uma tribo. É aí, nesse erótico jardim do Éden, que vivem estes nossos
mais próximos primos, os bonobos, partilhando um poderoso reino de
prazer(…)»3.
A ciência vive mais de perguntas do que de respostas e,
curiosamente, quando surgem respostas, o conhecimento só progride à custa de
novas perguntas. Isto justifica o facto de não se pretender neste trabalho dar
uma resposta objectiva mas antes constatar factos e fazer alguns avanços que,
por sua vez, levantam novas questões.
Apresenta-se uma ficha técnica do Pan Paniscus
descrevendo as suas principais características. Seguidamente são feitas
algumas comparações com a outra espécie do género Pan, Pan
trogloytes.
São avançados alguns argumentos para enquadrar a questão mote
deste trabalho e, nessa sequência, enumeradas algumas novas questões.
Esta abordagem, por todos os condicionalismos em que se
desenvolve, é necessariamente superficial e baseia-se no pressuposto de que se
pretende justificar que Pan Paniscus está tão próximo do candidato a
nosso ancestral comum que teria algum significado e seria pertinente a
designação Homo Paniscus (note-se que se poderia fazer uma abordagem
contrária ou mais vasta, que certamente se inscreve noutros trabalhos
paralelos, propostos no dinamismo da cadeira de Primatologia, deste
curso).
Optou-se por um desenvolvimento do trabalho em tópicos,
coerentemente com o facto de ele ser, essencialmente, o suporte de uma
apresentação oral.
Uma última referência para o uso sistemático e bastante
proveitosos que foi feito da Internet (e do correio electrónico em
particular). O presente trabalho mostra, por si próprio, as potencialidades
daquela a que legitimamente chamam a Rede das Redes.
GENERALIDADES
SOBRE A ESPÉCIE BONOBO
FICHA TÉCNICA
2, 5
Nome comum : Bonobo ou chimpanzé pigmeu.
Nome latino : Pan paniscus.
Classificação:
Classe: Mamíferos.
Ordem: Primatas.
Sub-ordem:Antropoidea. Infra-ordem:Catarrhini.
Superfamília:Hominoidea
Família : Pongidae. Subfamília:Ponginae.
Género:Pan.
Data da sua descoberta:1929.
Distribuição: África Central, confinado aos rios Zaire e Kasai – em
três grandes áreas: Wanda, Lomako e Ikela.
Habitat : Floresta equatorial abaixo dos 1500m de altitude .
Altura : Macho: 73-89 cm; Fêmea: 70-76 cm.
Peso : Macho: 45 kg; Fêmea: 33 kg.
Proporção entre os membros: Tamanho equivalente.
Fórmula dentária: 2123/2123.
Reprodução : Vivípara .
Número de crias : 1, gémeos raros.
Gestação: 230-240 dias.
Ratio reprodutivo: baixo, 1 cria de 5 em 5 anos.
Longevidade : Mais de 20 anos, limite superior desconhecido.
Locomoção : Saltadores arborícolas, quadrúpedes terrestres.
Tipo de actividade: Diurno.
Regime alimentar: Frutas, folhas, e cerca de 5% de insectos e pequenos
mamíferos.
Organização social: Poligínica, sociedades de fusão-cisão.
Dimorfismo sexual: Existe, mas pouco acentuado quer ao nível dos
caninos quer ao nível global do esqueleto.
Modo de associação: grupos multi-macho, multi-fêmea de 6 a 15
indivíduos.
Data do estudo mais intensivo: 1970…
Nº em estado selvagem: mais ou menos 10000.
Nº em cativeiro: mais ou menos 100.
Preservação: Espécie vulnerável à extinção.
PISTAS PARA A
QUESTÃO LEVANTADA
Particularidades morfológicas
relativamente à outra espécie do género Pan, Pan
troglodytes.
- Globalmente, a espécie Pan paniscus – é mais graciosa. Apresenta
mais características pedomórficas.
- Faces mais longas e de cor mais escura.
- Testa mais alta ( ver Fig. 1).
- Tufos de pêlos sobre as orelhas.
- Orelhas mais pequenas e nariz delgado e pequeno.
- Lábios avermelhados.
- Cabelo com típica "risca-ao-meio".
- Dentes caninos mais pequenos e revelando menor grau de dimorfismo sexual.
- Peito estreito.
- Membros mais longos.
- Centro de massa deslocado mais para baixo (o que lhes permite a ocasional
postura bípede).
- Órgãos genitais femininos em posição mais ventral (semelhante à mulher).
- Testículos enormes quando comparados com o resto do corpo.
- Apresentam menor grau de dimorfismo sexual ao nível do esqueleto.
- Corpo globalmente delgado.
Particularidades comportamentais e de
organização social
Frequentemente permanecem na vertical e praticam ocasionalmente bipedismo
assumindo quando tal um aspecto corporal quase humano.
- Dormem em ninhos.
- Vivem em grupos multi-macho, multi-fêmea de 6 a 15 elementos.
- Estratégia social única entre os primatas: as fêmeas abandonam a
comunidade natal, inserindo-se numa nova comunidade onde estabelecem alianças
com outras fêmeas. Não ocorrendo dominância dos machos sobre as fêmeas.
- Estas alianças com outras fêmeas, fazem da comunidade uma "irmandade",
onde não há lugar para qualquer estrutura hierárquica de poder .
- O poder é aparentemente sinónimo de paz.
- Os machos conhecem-se desde pequenos e crescem juntos
- Embora não haja relações de supremacia entre machos, o posição do macho
pode depender da posição da mãe na comunidade.
- Machos tomam parte na "educação" das crias.
- Há partilha de comida entre as fêmeas principalmente no âmbito de jogos
sexuais.
- Manutenção de elos entre todos os membros do grupo
- Não revelam regra geral comportamentos agressivos quer individuais quer em
grupo , quando comparados com os chimpanzés
- A competição é rara, os bonobos são assim pouco violentes,
significativamente menos hostis do que os seus "primos" Pan Toglodytes
- Comunicam através de vocalizações e por diversificadas expressões faciais
e posturas corporais
- Socialmente estão menos preocupados com o poder ou status do que os seus
"primos" chimpanzés e mais ocupados com Eros do que estes… 1
- O comportamentos em grupo pode ser apelidado de socio-sexual, pois o sexo
tem para os bonobo um papel fundamental e diferente, que por isso nos merece
um tratamento mais pormenorizado…
Comportamento sexual

Fig. 4: bonobos em jogos sexuais.
Por falar de sexo…
«Basicaly Bonobos can do "it" in almost as many positions
as we can, and they do it…a lot!3
Ao nível destes comportamentos a diferença entre chimpanzés e bonobos é
Planetária , "…chimpanzees are from Mars and Bonobos are from Venus."
1
- Têm sexo em inúmeras posições, quais aprendizes do Kamasutra…As práticas
sexuais incluem a masturbação, relações heterossexuais e homossexuais entre
fêmeas («GG Rubbing»), entre machos, e uma infindável troca de toques dos mais
"ternos" aos mais ousados. Copulam também em posição ventro-ventral, (ver
figura da capa deste trabalho).
- Uma fêmea copula várias vezes ao dia e com vários machos.
- As fêmeas copulam para além do período de estro.
- As fêmeas tem actividade sexual durante a gravidez e lactação, ao
contrário das fêmeas Chimpanzé que não são receptivas até cerca de 4 anos
depois de parirem.
- Os jovens e as crias também se envolvem em jogos sexuais.
- Basicamente usam o sexo para: aliviar o «stress», manter as relações
sociais, cimentar alianças entre fêmeas, reduzir conflitos violentos,
apaziguamento de brigas, como ritual quando encontram comida e antes de
iniciar a refeição.
Comentários ao comportamento socio-sexual
Este modo apaixonado e brincalhão de entender o sexo não é encontrado em
mais nenhum lugar da Terra excepto nos humanos.
- Mais importante do que olhar as «loucuras sexuais» dos nossos "primos"
bonobos, é reflectir na maneira como usam o sexo.
- O seu "amor livre" tem como objectivo último a pacificação própria e do
grupo.
- Frans de Waal autor de "Bonobo: The Forgotten Ape," diz a certa altura no
seu livro 1: "The chimpanzee resolves sexual
issues with power; the bonobo resolves power issues with sex."
- Ainda Frans Waals disse numa entrevista sobre o bonobo a este propósito:
"Sex is there, it’s pervasive, it’s critical, and bonobo society would
collapse without it".
Evidências
genético-moleculares
Todos os representantes da família Pongidae possuem 48 cromossomas e o
Homem 46. No entanto, a quase totalidade do DNA bem como a sua organização
mantêm-se entre nós e os representantes da família Pongidae (Gorilla, Pan e
Pongo).
A técnica de hibridização de DNA desenvolvida pelo bioquímico Roy Britten
em 1960 é mais tarde adoptada (1980) como procedimento que permite estudos
comparativos entre o DNA de diferentes espécies com vista a descobrir
diferenças genéticas entre elas.
- A técnica consiste, basicamente, em desnaturar a dupla cadeia do DNA de
uma espécie, promovendo em seguida a ligação destas meias cadeias com outras
meias cadeias de uma segunda espécie, com a qual se pretende fazer a
comparação. Obtém-se, assim, uma cadeia de DNA híbrida.
- A cadeia de DNA híbrida é estudada em duas vertentes: a da
complementaridade de bases e a da estabilidade da dupla hélice (Fig. 5) – traduzida pela temperatura de desnaturação. Maior
temperatura de desnaturação implica maior identidade genética. D T = TDNA hib - TDNA.
- Por convenção cada 1 ° C de D T equivale a 1% de
divergência no DNA entre as duas espécies.
- O gráfico da Fig. 6 pretende ilustrar os resultados de uma das inúmeras
experiências feitas no âmbito da comparação de DNA nuclear entre o Homem e os
grandes símios.

Fig. 6 Gráficos de temperatura de desnaturação
de DNA nuclear.
- Foi procurada a curva mais específica para Homem-Bonobo. Para tal
contactou-se John Marks. A mensagem seguinte, , de alguma forma e por si só,
complementa a informação.
At 02:24 AM 2/9/98 GMT, you wrote:
>I have just read your article in dnahybonobohtm. You have a nice graphic
DNA
>versus temperature for Human-Human and Human Chimp.
>Do you have another one with Bonobo?
Those experiments were done, and the Human chimp curve is virtually identical
to the human-Bonobo. Bonobo-Chimp differ by about 0.5 degrees, while
Pan-Gorilla-Homo differ by about 2 degrees from one another.
-Jon Marks
A tabela da Fig. 7
apresenta mais informação útil.
- Mais recentemente a técnica de hibridização de DNA utiliza além de DNA
nuclear, também DNA mitocondrial e resultados semelhantes foram obtidos.
.
4. NOTAS FINAIS
Habitantes da zona de Wamba referindo-se aos bonobo: "…bonobos cannot
speak language, but they live the same life as man."… "bonobos and men are
like brothers." 4
Após a descrição sucinta de características e comportamentos do bonobo,
acabámos de ter constituído um conjunto de argumentos a favor da premissa que
é pertinente considerar Pan paniscus candidato a Homo paniscus.
Vejamos:
- O seu "gracioso" aspecto morfológico e o seu atípico comportamento
socio-sexual enquanto pongídeos, constituem argumentos segundo alguns
autores nomeadamente o citado Frans de Waal, para tomar o bonobo como melhor
candidato a prototipo vivo para nosso "LCA".
- Evidências fósseis mostram também que o bonobo apresenta grande
similitude ao nível do esqueleto, nomeadamente com o Australopithecus
ramidus. Um forte argumento é o fraco dimorfismo sexual deste hominídeo
quando comparado com o bonobo.
No entanto todos estes argumentos podem ser rapidamente rebatidos,
bastando que para tal pensemos no género Pan troglodytes. É claro que
comparativamente com os bonobo eles se afastam de candidatos a LCA, isto se
pensarmos em predicados dos primeiros tais como: alguma similitude de feições
e postura, entendimento do sexo para além do seu significado perpetuador da
espécie; no entanto para outros antropólogos capacidades de Pan
troglodytes tais como "fabrico" de objectos, sociedades mais guerreiras e
agressivas, adaptações a uma vida menos arborícola, etc, voltam a colocar o
género Pan troglodytes na grelha de partida para a meta LCA…Surge a
primeira de algumas questões: Porque não então a espécie Homo
troglodytes?
Como achega, o pensamento de Frans de Waal :"The take-home message is,
there’s more flexibility in our lineage than we thought," …"Bonobos are just
as close to us as are himpanzees, so we can’t push them aside."
- Também a pequena distância genética acima referida, que separa os grandes
símios, confere alguns argumentos a favor da pertinência de Homo
Paniscus para o bonobo
- A ser assim, Pan Troglodytes deveria igualmente ser incluído no
género Homo, uma vez que entre Pan Troglodytes e Pan
Paniscos a diferença genética é de 0,5 %, inferior à observada entre eles
e o género Homo.
- Como explicar tantas diferenças morfológicas entre as duas espécies do
género Pan e uma tão grande proximidade genética?
- Mesmo com o género Homo, a grande proximidade genética não criou
tão grandes semelhanças morfológicas. Porquê este abismo entre fenótipo e
genótipo? Qual a acção do ambiente?

Fig. 8
: Duas tendências de
agrupamento face a estudos de DNA.
- Mesmo as recentes confirmações de proximidade genética entre o Homem e os
Grandes símios, quando se hibridizou DNA mitocondrial levantam problemas:
serão elas válidas na ausência de um estudo comparativo com DNA nuclear?
Algumas das referidas abordagens baseadas em DNA mitocondrial suportaram uma
ligação Homo / Pan com exclusão do Gorilla. Por outro lado,
estudos com ambos os DNA (mitocondrial e nuclear) sugerem que a ligação
Homo / Pan / Gorilla é próxima e mais afastada, por sua
vez, de Pongo 7 (Fig.
8)
- Estes estudos moleculares de DNA não são conclusivos nem bastam de per si
para chegar a conclusões, pois correspondem tão só a uma limitada parcela das
muitas questões filogenéticas ainda por colocar.
- De facto a incluir Pan Paniscus no género Homo, como
Homo paniscus teríamos pela certa que aí também incluir a espécie
Pan Troglodytes como Homo Troglodytes .E o género
Gorilla?
- A ciência vive de paradigmas. Um norma ou lei científica, ou uma nova
proposta taxonómica, transforma-se em válida quando, de alguma forma, se impõe
na comunidade científica. Haverá argumentos suficientemente significativos
para lançar uma nova estrutura taxonómica? E havendo tais argumentos, são eles
o bastante para accionar a mudança?…
- Seguidamente apresentam-se duas de entre algumas respostas obtidas na
sequência de um mini-forum elcetrónico desencadeado a propósito deste trabalho
na Internet.
- Destaque-se a convergência destes «email’s» em relação a alguns tópicos
acima referidos. É de salientar igualmente que, pese embora alguns argumentos
lógicos, para uma inclusão do bonobo no género Homo, ambas as citações
apontam para a não institucionalização desta denominação, o que parece merecer
acordo geral.
You cannot call it Homo paniscus unless you sink Pan troglodytes into Homo as
well (since the Bonobo is more closely related to the common chimpanzee than to
humans). I don’t know of any serious zoologist who would suggest it, since the
only argument for it is based on genetic similarity, and that would have to
include the gorilla too. Jared Diamond suggested that humans are a "third
chimpanzee" but the name "Homo" (Linnaeus 1758) has priority over "Pan " (Oken
1816), so that would be against the rules of zoological nomenclature. You would
have to chnge the names of chimpanzees and Bonobos
and gorillas instead. I don’t know anyone suggesting it.
--Jon Marks
I do not know of anyone who would seriously consider Pan paniscus to be in
the same genus as Homo. There is little doubt that both species of chimpanzee
form a clade. The molecular evidence seems to suggest that Homo is the sister
group.
Randall Susman
Yes there are people who think that the Pan/ Homo (paniscus is probably no
more closely related to humans than trog.) split is an artifical one (myself
included). In fact there are good arguments for collapsing the genus distinction
between Great Apes (human, chimp, gorilla, and orangutan). The most divergent of
our cousins (Pongo) shared a common ancestor with us something like 12 million
years ago; not all that long really. Most of this talk, however, has been
limited to e-mail (go through the "Primate-talk" archives (University of
Wisconcin) especially last fall as there was some discussion on this topic).
Give a look at the book "Great Ape Project" if you haven’t already. It’s a good
read and gives weight to the rgument for extending "human rights" to all Great
Apes.
There is, of course, a great deal of opposition to a taxonomic change
involving humans and resulting in narrowing the gap between humans and "others".
There is also resistance from the people who would not like the "confusion"
associated with having to rename all those fossills (austrolopithicus et
al).
C. cam Muir
5. BIBLIOGRAFIA
NOTA: Algumas referências estão necessariamente incompletas porque
correspondem a locais da INTERNET onde as indicações bibliográficas ainda não
estão normalizadas. (artigos, nomeadamente sem data).
1
- Angier, Natalie. 22 April 1997.Bonobo Society: Amicable, Amorous and Run by
Females, The Ney York Times, ( http://www.ishipress.com/sci-bono.htm)
2 - Animais de Todo o Mundo – Primatas. Círculo de
Leitores, Dezembro, 1988
3 - Block, Susan, ed. 1997.The ten
commandemants of plaseure, Saint Martin Press. (
http://www.blockBonobofoundation.org/)
4 - Kano T, Idani G,
Hashimoto C, 1994. The present situation of Bonobos at Wamba, Zaire. Primate
Res. Vol,10. Nº 3
5 - L’animal en studio
.4 novembre 1996. Bêtes pas bêtes +Tous droits réservés. Société Radio-Canada
(http://www.src-mtl.com/tv/jeunes/betes/studio/961104/fiche/index.html)
6 - Marks, Jonathan; The Yale DNA Hybridization
Scandal: Introduction, INTERNET (http://pantheon.yale.edu/~jmarks/dnahyb2.html)
7 - Melnick, D.; Hoe Lzer, G. 1993. "What is mtDNA
good for in the study of Ptimites Evolution?". Evolutionary Anthropology.
2.1: 2-10.
8 - Susman, R. L., ed. 1984. "The Pygmy Chimpanzee:
Evolutionary Biology and Behavior." Plenum Publishing Co., New York.
9 - Swaringen, K.; Wiese, R.J.; Willis, K.;
Hutchins, M., eds. 1995. aza annual report on conservation and science.
Bethesda, MD, American Association of Zoological Parks and
Aquariums.
10 - Wall, F. M. 1995. Bonobo sex and society: the
behavior of a close relative challenges assumptions about male supremacy in
human evolution. Scientific American, March, 58-64. (http://soong.clubonobocc.cmu.edu/~julie/Bonobos.html).
11 - White, F. 1993. "Pan Paniscos 1973 to 1996:
twenty three years of field research". Evolutionary Anthropology. 5.1:
11-17.
12 - Wilson, E. 1981. Sexo In: da Natureza,
121-148. Ed. Edusp. São Paulo.