Abstracts, em português, do Journal of Chemical
Education
1994
Procurar artigos sobre o mesmo assunto no JBC
A análise de vários manuais , destinados ao curso de Química Geral,
revelou a existência sistemática da desarticulação entre os
capítulos que focam os assuntos Equilíbrio Químico e Cinética
Química.
Evidencia-se neste artigo o facto de se ignorar, na resolução de problemas do
capítulo de equilíbrio químico, que o mecanismo de muitas das
reacções que são propostas tem várias etapas (sujeitas às
mesmas leis do equilíbrio) e por isso existem mais espécies químicas numa
mistura em equilíbrio do que aquelas que realmente aparecem na equação
proposta nos manuais. A simplificação que resulta desta omissão constitui
uma aproximação que esconde ao aluno a importância que as referidas etapas,
duma reacção, assumem em outras do mesmo tipo.
Os autores defendem que, embora não se deva ensinar o método exacto de
resolução dos problemas num curso introdutório, deve enfatizar-se quais
as aproximações envolvida. Contudo, ao invés de aumentar o tamanho dos
manuais, uma breve discussão acerca das aproximações mencionadas seria
benéfica.
Sandra Ventura da Costa
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Neste artigo, o autor após criticar o método de ensino utilizado pelos
professores nas grandes classes (método de leitura), indica algumas medidas a usar de
modo a combater o insucesso deste tipo de ensino. Refere ainda que um esmerado uso de visuais
básicos, notas cuidadosas e coerentes tendem a ajudar muito a que um curso envolvendo
estas classes se torne interessante quer para os estudantes quer para o instrutor.
Realça também que a entrega de informação aos alunos pode tornar
os resultados mais recompensadores.
A.C.P.
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Neste artigo, o autor sugere algumas analogias de modo a ajudar os alunos a fixar ideias e
a compreender alguns conceitos abstractos sobre cinética química e mecanismos de
reacção. As ditas analogias referem-se ao valor da constante de meia vida em
reacção de primeira ordem, aos efeitos da concentração e da
temperatura nas velocidades das reacções e aos efeitos da
orientação das moléculas nas reacções químicas.
A.C.P.
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Os autores começam por mencionar que ,como uma das constantes físicas
fundamentais, a constante de Avogrado é essencial para o entendimento de vários
conceitos químicos. Neste artigo os autores propõem uma abordagem alternativa
baseada nos parâmetros intrínsecos do átomo e que utiliza conceitos
básicos já do conhecimento dos alunos que frequentam o 9º ou 10º ano de
escolaridade tais como o n.º de massa , o n.º atómico e a massa da
partículas fundamentais (protão, electrão e neutrão). Os autores
sugerem que esta abordagem pode ser utilizada como exercício para o cálculo de
N. Assim, consideram que deverá ser possível constatar que, apesar da
diversidade de elementos na tabela periódica existe um parâmetro subjacente que
é constante - o n.º de Avogadro.
C.I.C
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Na opinião do autor o professor tem, frequentemente, tendência para cometer
aos alunos a realização de experiências com pequenas subtilezas que
poderão parecer intuitivas mas que no entanto só o são para o professor
devido à sua vasta experiência. O aluno começa então a referir e a
interiorizar múltiplas questões relativas ás suas capacidades, que podem
conduzir ao desinteresse pela ciência e mesmo pela aprendizagem. Assim, o autor
propõe algumas orientações para que as experiências façam
apelo ao raciocínio do aluno, mas que sejam para ele suficientemente claras, pois
considera que, deste modo, pode interessar-se pela actividade experimental aumentando assim as
suas possibilidades de sucesso.
C.I.C
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O autor começa por referir que muitos conceitos químicos são de
difícil entendimento para o aluno pelo grau de abstracção que implicam,
podendo muitas vezes a melhor abordagem começar com as palavras: "É como por
exemplo...". Classificando as analogias em estruturais e funcionais o autor cita alguns
exemplos de cada um destes tipos de analogia. Considera o autor que as analogias podem
constituir um bom auxiliar no ensino da química pois ao proporcionar ao estudante um
termo de comparação com o mundo que o rodeia ajuda-o na
visualização de conceitos químicos abstractos e confere-lhe
motivação para as aulas de química. Previne, no entanto ,o autor da
necessidade de ficar claro para o aluno onde, quando e de que modo a analogia pode falhar,
salientando ainda os cuidados a ter por parte do professor quer para evitar que o aluno
transfira ,de maneira incorrecta ,atributos do objecto da analogia para o alvo
científico, quer para garantir que a analogia não falhe por o aluno não
estar familiarizado com o tema desta.
C.I.C
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O texto mostra uma nova abordagem da Unidade dos Gases, para que os alunos apreendam com
sucesso esta matéria. A autora começa por explicitar a sua visão sobre a
filosofia de ensino e os objectivos da acção diária (privilegiando a
flexibilidade e a prática - 'A ciência é um verbo'). De seguida,
expõe-se o plano das aulas da Unidade, em 16 dias. Começa-se com um teste de
diagnóstico, seguindo-se várias actividades e experiências. O professor
dá, somente, duas aulas, ficando os alunos encarregues de grande parte da sua
aprendizagem. Imediatamente antes do exame, realizam-se revisões e um teste posterior de
conteúdos. O exame é constituído por 20 questões de escolha
múltipla, obtendo-se bastantes bons resultados (em relação ao
método tradicional).
A.P.S.
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O trabalho foca o modo como os alunos entendem as relações entre
Química e Poluição, através de inquéritos a estudantes do
Secundário, de Universidades e Professores. Analisam-se as respostas sobre a
importância da Química em diferentes domínios, comparando os resultados dos
vários grupos de entrevistados. Em seguida, referem-se as respostas sobre a
relação entre Química e Poluição (nos casos
específicos de Poluição da Água e Chuva Ácida, analisando
também as diferenças entre os grupos). Os resultados revelam uma visão
bastante negativa da Química, que é vista como muito poluídora. Por fim,
sugerem-se algumas soluções para o problema, como a alteração dos
currículos e mais e melhor informação.
A.P.S.
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O autor, professor universitário, verificou que os estudantes (do Nível A de
Química) têm concepções erradas acerca da ligação
iónica. Para estudar o problema, realizou entrevistas, ao longo do ano, com 10 alunos
voluntários. As entrevistas consistiram, entre outros assuntos, na análise da
rede iónica no Cloreto de Sódio. Verificou-se que os alunos têm um quadro
mental da matéria incorrecto: o quadro molecular (por oposição ao
electrostático, que é o modelo correcto). Sugere-se que há 3 factores que
influenciam a prevalência deste modelo incorrecto, designadamente, a ordem de
apresentação da matéria e o uso de conhecimentos implícitos pelo
professor. Finalmente, dão-se algumas sugestões para alterar este estado de
coisas, mudando o modo de ensinar esta matéria nos níveis anteriores.
A.P.S.
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O artigo em questão baseia-se em 4 analogias para ajudar o professor a explicar os
cálculos estéquiometricos. A primeira refere-se, a uma dúzia de ovos, 6
melancias e 3 barras de ouro tentando mostrar aos alunos que nos cálculos
estéquiometricos o factor importante é o número de moles ou de
moléculas e não a massa ou o volume . A Segunda, permite explicar o conceito de
"Reagente em excesso" através do fabrico de um carrinho de mão;
Já a terceira facilita a compreensão dos elementos diatómicos. A Quarta
analogia trata da aproximação "1,00-X ~ 1,00" fazendo alusão a
um camião carregado com carvão que perde uma pequena parte da carga (2
pedaços de carvão), mostrando assim que a perda dos ditos 2 pedaços pode
ser desprezada (uma vez que é insignificante).
M.A.F.
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A questão central do debate é saber se os estudantes se sentem encorajados
para seguir uma carreira cientifica ou se pelo contrário vêem a ciência
como algo que eles não conseguem fazer. Aos estudantes foi pedido para desenharem dois
cientistas bem como o que se encontram a efectuar. Deste modo era dada a oportunidade de
desenharem um homem e uma mulher (se essa fosse a sua imagem) e descobria-se o tipo de
trabalho que os alunos acreditam que os cientistas fazem. Verificou-se que os alunos não
têm uma visão estereotipada dos cientistas, como muitas pessoas acreditam,
desenharam cientistas normais e reais. A ideia de que o cientista é do sexo masculino
está a desaparecer. O usual estereotipo do cientista inteligente, está ausente.
Os alunos identificam-se de algum modo com a química, pois apareceu uma maior
percentagem de químicos desenhados. Na globalidade os alunos têm uma visão
positiva da ciência, aparecendo uma pequena percentagem de imagens negativas. Os
cientistas encontravam-se na sua maioria a efectuar trabalho experimental, poucos se
encontravam a efectuar trabalho académico ou a trabalhar no computador. Verificou-se
que os alunos estão a mudar na direcção certa mas cabe ao professor
terminar esta tarefa.
S.J.F.
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