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Abstracts, em português, do
Journal of Chemical Education

1997


Autor: Scott A. Davis e Arnold George
Data: Janeiro de 1997
Título: Química Para Crianças: Um Programa na Química Pré-universitária para Professores de Ensino Básico e Intermédio
Artigo Original: Chemistry for Children: A Program in Precollege Chemistry for Elementary and Middle School Teachers

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Este artigo fala-nos na dificuldade dos docentes em atingir determinados objectivos recorrendo a actividades práticas. Este problema tem como principal razão o facto dos docentes recorrerem predominantemente a manuais didácticos na recolha de novos dados e informações para a sua formação científica.

Os docentes embora pretendam actividades práticas susceptíveis de uma execução segura e fácil, revelam falta de preparação científica para este feito.

Depois de um programa com a duração de 2 anos, dividindo em 6 fases, que envolveu professores do 4º ano ao 8º ano de escolaridade e cujo objectivo foi dar formação adequada à prossecução das finalidades pré-estabelecidas para o programa, concluiu-se que o curso atingiu a sua finalidade tendo os participantes excedido as expectativas tornando-se mestres na ciência na sua área escola.

Tudo isto levou a alterações substanciais no ensino da Química e ciência em geral, marcando positivamente as crianças a quem ensinam, melhorando assim o rendimento dos estudantes em termos do conhecimento e entusiasmo pela ciência; teve como resultado um melhoramento das actividades no âmbito da sala de aulas, da participação dos alunos e do diálogo entre professores.

Ana Isabel Encarnação Antunes Domingues


Autor: Carla R. Krieger
Data: Março de 1997
Título: Uma aproximação cognitiva para ensinar estequiometria
Artigo Original: Stoogiometry: A Cognitive Approach To Teaching Stoichiometry

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Neste artigo, a autora pretende transmitir o conceito de mole através de um processo que recorre ao uso/funcionamento de um centro comercial (O Moe's Mall ou Centro Comercial do Moe).

O Centro Comercial do Moe é desenhado com o objectivo de reduzir a carga cognitiva da aprendizagem da resolução de exercícios baseados em moles, de modo a que alunos com capacidades diferentes, possam focar-se no desenvolvimento de um conheciment profundo e flexível deste conceito.

O Moe's Mall é um dispositivo de localização, concebido para ser utilizado pelos estudantes como um algoritmo simples para a resolução, eficiente e exacta, de exercícios envolvendo "moles", recorrendo à análise dimensional.

O esquema de construção do Moe's Mall é muito importante pois é a base da resolução dos problemas. O Moe's Mall é composto por uma praça central de onde saem três corredores, no fim de cada corredor existe uma loja. O papel de cada uma destas lojas é a de relacionar mole com massa molar, mole com nº de partículas e mole com volume molar.

A resolução dos exercícios envolve o "passear" por as várias lojas e pelos corredores do referido centro comercial. A autora refere ainda, a possibilidade de extensão do centro comercial à resolução de problemas que envolvem: mole-mole; mole-massa; massa-massa; cálculos de estequiométricos e cálculos de concentrações.

É no entanto de salientar, que este "método" não elimina erros de cálculo e, para além disso, refere a autora, que os alunos devem estar familiarizados com a análise dimensional antes de tentarem usar este dispositivo.

Carla Fernandes


Autor: Andreas Stein
Data: Julho de 1997
Título: A caixa de sugestões - Uma ideia antiga traz de volta "o mundo real" para os novos estudantes de Química (e professores)
Artigo Original: The suggestion Box - An old idea brings the "real world" back to freshmen chemistry students (and professors)

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Este artigo descreve o método de incorporar uma caixa de sugestões durante as aulas, num curso introdutório de Química, com o objectivo último de remover algum do estigma associado à Química e ao seu ensino. Basicamente, os alunos são convidados a emitirem, nessa caixa, comentários, perguntas e sugestões relacionados com os temas abordados e o material utilizado durante as aulas, e o professor, no momento oportuno, refere-se a estes desenvolvendo uma resposta que entretanto terá sido eventualmente pesquisada. Segundo Andreas Stein, este método tem sido bem sucedido e acolhido pelo facto de trazer a matéria mais perto das experiências da vida real dos estudantes, uma vez que os incentiva a olhar o mundo, em seu redor, de modo a perceberem a forma como a Química afecta as suas vidas. Simultaneamente, fornece ao professor novas ideias para o currículo, a possibilidade de estabelecer um feed-back mais rápido da aula e, até mesmo, alargar o seu próprio conhecimento.

ASPECTOS POSITIVOS: É um método que deverá ser posto em prática sobretudo em turmas pouco participativas e com um número elevado de alunos. é extremamente útil, por facultar que os alunos reservados, tímidos, que coram com facilidade e que gaguejam, coloquem as suas dúvidas e acompanhem a matéria leccionada, sem que com isso se sintam constrangidos pela pressão de falar em público e se sujeitem à apreciação do professor e demais colegas durante as suas intervenções. Enquadra-se, perfeitamente, na política do "perguntar é preciso". Julgo que, de futuro, será a Internet a entidade que assegurará esta função.

Ana  e Sandra


Autor: Richard J. Kashmar
Data: Julho de 1997
Título: O uso de modelos moleculares recortados no retroprojector para ilustrar a estequiometria e reagentes limitantes
Artigo Original: The use of cut-out molecular models on the overhead projector to illustrate stoichiometry and limiting reactants

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Neste artigo é descrito um método, proposto por Richard Kashmar, ilustrativo da estequiometria de uma reacção química, com introdução da noção de reagente limitante, fazendo uso do retroprojector.

Na opinião deste autor, os alunos, ao longo do seu processo de aprendizagem, adquiriram conceitos erróneos em diversas áreas da Química, fruto das dificuldades que apresentam em compreender e conceptualizar a natureza particular da matéria. Diz, por exemplo e a este propósito, que os alunos falham porque, desde logo, não conseguem interpretar o que se passa ao nível de uma reacção química.

Muito embora, como refere, se tenha dado, nos últimos tempos, maior importância a este aspecto pela implementação , no mercado, de programas de computador onde a natureza dinâmica das reacções químicas é evidenciada, R. Kashmar receia que alguns professores não tenham computadores ou software necessários para poderem dispor deles durante as suas aulas. Neste sentido, e numa tentativa de contornar este problema, partilha um método inovador, no qual se utilizam modelos moleculares, feitos a partir da sobreposição de círculos de tamanhos e cores diversos. Dispostos no retroprojector, estes são manipulados rearranjados fisicamente, sendo sobrepostos, posteriormente, nas moléculas dos produtos da reacção. Em alguns casos, o aluno será conduzido ao conceito de reagente limitante.

R. Kashmar faz questão de salientar, por último que, para além deste ser um método útil de grande aplicabilidade a nível pedagógico, é também e sobretudo um método prático, que pode inclusivamente levar-se para uma aula num envelope.

ASPECTOS POSITIVOS: É um método prático, atractivo com grande aplicabilidade ao nível do 8º Ano de escolaridade. Permite o envolvimento de todos os alunos, pois através do retroprojector, todos têm possibilidade de visualizar o que está a ocorrer.

CRÍTICAS: O autor deste artigo deveria representar os átomos de H e de O com diferentes tamanhos, uma vez que são átomos de diferentes elementos, além disso poderia ainda também ilustrar a geometria angular assumida pela molécula de água.

Ana Luísa Pinto da Silva


Autor: Emeric Schultz
Data: Julho de 1997
Título: Ionização ou Dissociassão?
Artigo Original: Ionization or Dissociation?

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Neste artigo o autor pretende alertar para o facto da linguagem na Química ter, em muitos casos, um significado diferente daquele que é usado na linguagem do dia-a-dia. Mas, mais complicado que isso, é a situação em que, determinadas palavras têm significados distintos quando aplicadas na linguagem Química ou no Português corrente.

O exemplo de que ele se serve é o da palavra "dissociação" que significa "separar o que estava associado. Se se aplicar este termo em Química o contexto lógico será "separar o composto associado nas suas unidades constituintes". Ora, se por um lado, o termo dissociação é perfeitamente adequado para descrever o que acontece quando se adiciona água a NaCl, NH4Cl, ou outras substância iónicas, ou bases fortes, já não é adequado para descrever o que acontece a todos os outros ácidos e bases quando adicionados a água.

O autor refere, ainda, que a inconsistência na linguagem não é propositada e reflecte o facto de que os autores percebem o que estes termos semelhantes (dissociação e ionização) significam no contexto usado e, usam-nos como termos equivalentes. Contudo, não se pode esperar que o mesmo se verifique com alunos que estão a aprender isto pela primeira vez. Especificamente, considera que o termo ionização é uma alternativa mais consistente, fisicamente correcta e mais congruente em Português, do que o termo dissociação; para todas as reacções de ácido - base em solução aquosa (incluindo a auto-ionização da água) e, portanto, deveria ser adoptada universalmente neste contexto.

Carla Fernandes


Autor: Terry Carlton
Data: Agosto de 1997
Título:  Porquê e como ensinar ácido  - Reacções base sem equilibrio
Artigo Original: Why and How To Teach Acid - Base Reactions Without Equilibrium

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Segundo o autor deste artigo as reacções de ácido - bases são, em geral, mal compreendidas pelos alunos. Tal acontece porque no estudo deste tipo de reacções, em cursos introdutórios de Química, dedica-se a maior parte do tempo aos cálculos envolvendo a noção de equilíbrio e estes são, por vezes, tão sofisticados que o aluno acaba por mecanizar o método. Terry Carlton propõe, então, um novo método em que se dá ênfase ao estudo das reacções químicas que podem ocorrer num dado sistema. Este método consiste em: identificar os componentes que se dissociam em solução; identificar quais as espécies em maiores quantidades; classificar essas espécies de ácidos e bases; identificar o ácido forte e a base fraca; decidir quais as espécies que podem reagir entre si e, em caso afirmativo, escrever a respectiva equação química. Estes passos devem ser repetidos até que nenhuma outra reacção possa ocorrer.

A utilização deste método permite, segundo o autor, resolver qualquer problema de ácido - base por mais complicado que o sistema químico seja e desenvolver a capacidade do aluno em prever as reacções deste tipo, antes de se introduzir a noção de equilíbrio químico, e contribui para aumentar a auto - confiança do aluno.

Ana e Sandra


Autor: Bradford D. Pendley
Data: Setembro de 1997
Título: Manter um bloco de notas científico: O exercício Lego®
Artigo Original: Keeping a Scientific Notebook: The Lego® Exercise

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Dois dos desafios que se apresentam numa disciplina laboratorial de Química são: motivar os estudantes para registarem imediatamente as observações feitas e escrevê-las de forma clara sem nenhum tipo de ambiguidade. Um problema comum é que os estudantes, na maioria das vezes, não registam imediatamente as observações realizadas e preferem reconstrui-las depois de deixarem o laboratório. No que se refere à escrita dessas mesmas observações, elas são ambíguas e incompletas.

Para lidar com ambos os problemas, o autor relata neste artigo um método que tem como objectivo alertar os alunos para os factos descritos e, orienta-los para o melhor método a utilizar.

Carla Fernandes


Autor: Mary E. Sisak
Data: Setembro de 1997
Título: Sessões de cartaz como técnica de aprendizagem
Artigo Original: Poster Sessions as a Learning Technique

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Neste artigo, a autora refere que uma das suas mais perturbadoras observações, foi a de ver, a falta de entusiasmo com que muitos dos estudantes respondiam ao desafio da aprendizagem de conceitos difíceis; o que a levou a ponderar na ideia de como conseguir que os seus estudantes experimentassem a sensação de serem eles os peritos nalgum assunto.

Tais pensamentos conduziram a autora a propor aos seus alunos sessões de cartaz uma vez que esta técnica já fora usada como uma ferramenta pedagógica em muitas áreas.

As sessões de cartaz oferecem muitas vantagens e serão mais eficazes que os documentos tradicionais ou os seminários para os estudantes. As vantagens apresentadas são:

  • podem ser aplicadas a qualquer tamanho da turma;
  • promovem uma aprendizagem baseada na colaboração;
  • encorajam a criatividade e o pensamento independente do aluno;
  • desenvolvem a habilidade de pesquisa e de comunicação do aluno;
  • aliviam o fardo da classificação aos professores.

Carla Fernandes


Autor: Charles L. Perrin
Data: Outubro de 1997
Título: Auxiliares de memória para exames de Química
Artigo Original: Reminder sheets for chemistry examinations

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Neste artigo é abordada uma questão polémica como a utilização de "auxiliares de memória" durante os exames, em particular, nos exames de Química. É aqui atribuída uma conotação diferente às palavras "auxiliares de memória (reminder sheets)" e "cábulas (cheat sheets)", estando estas últimas associadas ao acto de aldrabar e à falta de cumprimento dos deveres escolares.

Charles Perrin, professor de longa data, advoga em favor da realização deste tipo de auxiliares por parte os alunos, por entender que estes os ajudam a organizar o seu próprio conhecimento e a desenvolver uma visão geral da matéria. Para além disso, encontra nestes uma justificação de ordem prática pelo facto de, neste caso e em sua opinião, facilitar a tarefa aos vigilantes, na detecção de cábulas durante um exame, com um número elevado de alunos.

Por último, desmistifica a preocupação que alguns professores sentem relativamente à utilização destes auxiliares, pondo em evidência a importância de que estes se revestem para os alunos.

Como sugestão, fornece um exemplo de um possível "auxiliar de memória" na área em que lecciona: a Química Orgânica.

Ana e Sandra


Autor: Dana Barry
Data: Outubro de 1997
Título: A Química e as árvores
Artigo Original: Chem-Is-Tree

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Neste artigo caracteriza-se, sob o ponto de vista químico, as várias substâncias que constituem a madeira, a cortiça e as folhas de uma árvore, qual a função que elas desempenham e, ainda, é referido algumas das aplicações dessas substâncias nomeadamente na medicina. São descritas as reacções químicas que ocorrem numa árvore e são mencionadas as substâncias e elementos essenciais ao crescimento e reprodução das árvores e outras plantas. é, ainda, descrito a resistência da madeira, em determinadas condições, à acção de solvente orgânicos. Finalmente, são referidos alguns dos produtos obtidos a partir das árvores.

Ana e Sandra


Autor: Susan A. Jansen-Varnum
Data: Dezembro de 1997
Título: O nosso universo microscópico
Artigo Original: Our Microscopic Universe

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Neste artigo é referido o crescente aumento da literacia científica e quais os principais factores que estarão na sua origem. Tendo, então, a preocupação em contrariar esta tendência Susan Jansen fala-nos sobre a organização e funcionamento de um curso ministrado na Universidade de Temple que tinha como objectivos gerais ensinar os princípios científicos básicos da Ciência e demonstrar que esta não pode ser dividida em várias áreas independentes umas das outras. A este curso deu-se o nome de "Our Microscopic Universe" e nele foram ilustradas as teorias clássicas da Geologia, Química e Física, através da realização de trabalhos de campo na região, experiências laboratoriais e posterior análise e interpretação dos dados recolhidos.

Ana e Sandra

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