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Abstracts, em português, do
Journal of Chemical Education

Artigos de outras revistas de Química


Autor: John Parkinson
Data: Janeiro de 1997
Título: Destilações, um olhar sobre a pesquisa da educação Química recente
Artigo Original: Distillates, a look at recent chemical education research
Revista: Education in Chemistry

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Neste artigo abordam-se dois pontos fundamentais que passo a citar:

  • a imagem que os alunos fazem dos átomos e das moléculas;
  • trabalho em grupo na Ciência.

Relativamente ao primeiro ponto acima referenciado, John Parkinson relata, baseado numa entrevista feita a alunos com idades compreendidas entre os 13 e os 15 anos de idade, que os modelos, frequentemente utilizados para clarificar as explicações acerca da estrutura dos átomos e as formas das moléculas, induzem nos alunos conceitos erróneos, que derivam da dificuldade que estes têm em distinguir um modelo da realidade. Segundo este autor, isto é exacerbado no caso da estrutura atómica pelo tipo de linguagem usada, pelas descrições limitadas ou confusas que são fornecidas pelos professores quando pretendem simplificar os conceitos leccionados e pela dificuldade que os alunos manifestam quando se deparam com definições ou modelos múltiplos para o mesmo fenómeno.

No que concerne ao segundo ponto abordado, refere que a maioria dos professores considera o trabalho em grupo eficaz porque reconhecem que ele ajuda a desenvolver aptidões, e, como tal, não hesitam em usá-lo sempre que consideram ir ao encontro da matéria que está a ser leccionada. Contudo, salienta o facto de muitos deles se mostrarem cépticos relativamente à sua eficiência. Neste sentido, John Parkinson menciona os resultados de algumas investigações levadas a cabo na clarificação deste ponto. Tais resultados indicam que o trabalho de grupo é, de algum modo, eficiente, porém Parkinson faz questão de salientar que tais investigações são inconclusivas e que precisam de ser mais desenvolvidas a este nível.

Ana e Sandra


Autor: Helen Redfearn
Data: Março de 1997
Título: A Química e a lei
Artigo Original: Chemistry and the law
Revista: Chemical Education

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Este artigo põe em evidência o importante papel que a Química desempenha, actualmente, na resolução de casos judiciais envolvendo o consumo excessivo de álcool por parte de condutores de veículos automóveis. Helen Redfearn começa por descrever pormenorizadamente o funcionamento dos vários medidores de alcoolemia utilizados ao longo dos anos pela polícia, dando grande ênfase às reacções de oxidação-redução que ocorrem no interior destes dispositivos. Refere que , se um teste de alcoolemia revelar que o grau de embriague de um condutor ultrapassou o limite máximo permitido por lei, a polícia encaminhará o condutor para a esquadra e aí se fará uma análise mais rigorosa de porções de ar expiradas pelo condutor, recorrendo à espectroscopia de infravermelho, ou se analisará porções de sangue ou de urina, recorrendo à cromatografia gasosa.

É ainda feita uma breve referência aos estudos que estão a decorrer no sentido de encontrar uma teste eficaz, prático e rápido de detectar os condutores sob a influência de drogas.

Ana e Sandra


Autor: Terence P. Kee, Patrick C. McGowan
Data: Junho de 1997 
Título: Química por dentro, Química por fora
Artigo Original: Chemistry within, chemistry without 
Revista: Education in Chemistry

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Neste artigo é apresentada uma nova metodologia para o ensino dos princípios fundamentais da Química. Esta nova abordagem tem por base o estudo de um tema a partir do qual o aluno deverá seleccionar uma aplicação sua conhecida e questionar-se sobre ela. Na tentativa de encontra a resposta às suas perguntas, chegará ao conceitos químicos. Em seguida, deverá questionar-se sobre as consequências químicas dessa mesma aplicação. Este será o ponto de partida para o estudo de mais um caso ligado à Química e, seguindo os passos mencionados atrás, o aluno chegará novamente à explicação química subjacente à questão colocada.

Com esta nova metodologia pretende-se que o aluno tome consciência do grande poder que a Química possui na sociedade actual, que este poder deve ser utilizado com responsabilidade e que, como futuro cidadão, só poderá tomar decisões responsáveis se conhecer de que modo as aplicações da Química e as suas consequências dependem dos princípios fundamentais em que assenta este ramo da Ciência.

Ana e Sandra


Autor: Roger Maskill, Helena Pedrosa de Jesus
Data: Setembro de 1997
Título: Fazer perguntas sobre o modelo
Artigo Original: Asking Model Questions
Revista: Education in Chemistry

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Este artigo baseia-se numa investigação que foi feita a alunos do Ensino Secundário, com o objectivo de demonstrar até que ponto o ensino da Química, em particular o ensino do "modelo atómico", está a ser bem compreendido por aqueles, nos moldes que é dado.

Estes autores consideram ser fundamental que o professor verifique previamente as ideias e expectativas que os alunos possuem acerca de determinada matéria ou conteúdo antes de fazer uma primeira abordagem destes. Contudo, admitem ser esta uma tarefa algo morosa e nem sempre viável. Neste sentido e numa tentativa de ir ao encontro deste problema, resolvem fazer esta investigação que assenta na análise e consequente interpretação, de algumas das questões colocadas pelos alunos no decorrer da exposição de um determinado conteúdo, apresentando, de seguida, algumas das suas implicações pedagógicas.

Estas questões revelaram, por um lado, que os alunos recorriam frequentemente ao uso de percepções macroscópicas/diárias para descreverem situações ocorridas a nível nuclear, e por outro, demonstraram o quanto era difícil para estes lidarem com a natureza abstracta do "modelo". Os dois docentes universitários fazem, por exemplo, particular referência ao facto de os alunos parecerem não ter adquirido o significado microscópico do átomo visto não entenderem o conceito de partícula no contexto em que é empregue; salientam que o facto de os professores falarem em massa do átomo e de partículas sub-atómicas reforça ainda mais esta forte visão macroscópica do mundo atómico; sugerem que a grande maioria das dúvidas dos alunos derivam do uso de um modelo abstracto sem um suporte macroscópico realista; apontam a linguagem que os professores empregam como fonte de confusão ("...podemos falar num modo que sugira que todas as partículas são reais e, simultaneamente, tentamos convencer os alunos que as partículas são apenas um modelo hipotético muito útil com o qual podemos pensar acerca daquilo que vemos e experimentamos no mundo real."); comungam da ideia de que os alunos não apreciam a evolução histórica dos diferentes modelos, ora por julgarem que estes estão muito habituados a pais e professores que sabem sempre a resposta certa, ora por entenderem ser extremamente difícil que aqueles compreendam que a reformulação dos modelos se faz à medida da evolução do próprio conhecimento humano; e por último, salientam ainda também as dificuldades inerentes à estrutura electrónica dos átomos.

Como conclusão deste estudo, enfatizam a ideia da necessidade dos professores estarem dispostos a deixar os seus alunos expressarem as suas preocupações e dificuldades, para posteriormente aqueles as terem em consideração aquando do planeamento prévio das suas aulas; ou seja, os professores não necessitam de se preocupar excessivamente com a literatura extensiva sobre "dificuldades de aprendizagem" desde que permitam e tomem nota das dúvidas colocadas por estes. Em sua opinião, só assim e deste modo esta experiência terá sido útil e contribuirá para uma melhoria significativa do ensino e da aprendizagem da Química a este nível.

Ana Luísa Pinto da Silva

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